Noite da Alma - Booktrailer

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Entrevista a Sophia CarPerSanti - Escritora Portuguesa


Entrevista a Sophia CarPerSanti - Escritora Portuguesa



--> BLOG MORRIGHAN'


Boa tarde! Hoje apresento-vos mais uma escritora portuguesa que lançou há pouco tempo o seu primeiro livro - Noite da Alma. Conheçam a Sophia CarPerSanti!



Fala-nos um pouco sobre ti:
A maioria das pessoas que me conhece diz que sou meia extra-terrestre. :)
Os meus interesses pessoais abrangem mais áreas do que seria possível explorar numa vida inteira, o que faz com que me sinta, muitas vezes, incompleta ou insatisfeita.
O tempo nunca me chega para tudo o que gostaria de fazer, e por isso já fiz muitas coisas que depois tive de deixar, para dar lugar a outras. Gosto especialmente de aprender línguas invulgares, como o japonês, praticar desporto (tudo menos futebol >_>) e vibro com praticamente todas as actividades que envolvam música.
Nos meus tempos livres gosto de viajar, desenhar, pintar (especialmente a óleo), fazer artesanato e, claro, ler (sou uma leitora compulsiva desde pequena). No entanto, o que me dá mais prazer é, sem sombra de dúvida, escrever. Adoro mergulhar nos mundos que crio e deixar-me surpreender pelas coisas fantásticas e surpreendentes que vejo desenrolarem-se à minha frente. É a escrever que me sinto verdadeiramente realizada e a única coisa que lamento é, por vezes, faltarem-me as palavras adequadas para passar para o papel as coisas maravilhosas que acontecem, nesses outros lugares distantes.


Qual o teu estilo e ritmo de escrita:
O meu ritmo de escrita... Ora aí está uma pergunta que nunca me tinham feito.
Bem, em primeiro lugar surge a ideia, a qual pode assaltar-me nos momentos mais inesperados. Contudo, tenho vindo a reparar, que o banho, é um momento bastante propício para este tipo de... iluminação. :)
A partir do momento em que a ideia se instala no meu cérebro tenho obrigatoriamente de me agarrar a qualquer coisa que escreva. E, quando digo obrigatoriamente, é porque é mesmo assim. Estas ideias súbitas são coisinhas bem prepotentes... e se não lhes dou voz começo, verdadeiramente, a ficar meio maluca. 
É então que começo a escrever. Se tiver tempo disponível para isso, escrevo desde que acordo até que me deito e, no espaço de 2 meses, tenho um livro escrito. Infelizmente, isso só é possível quando estou de férias. Por isso, lá carrego com o computador para onde quer que vá, de modo a aproveitar todos os tempinhos que consiga arranjar durante o dia. Como fico meio obcecada com a história, mesmo quando não estou a escrever o meu cérebro está sempre a construir cenas e a repeti-las na minha cabeça, ao ponto de acabar por sonhar com os meus personagens. No entanto, quando as passo para o computador, acabam sempre por acontecer coisas inesperadas e, quando dou conta, até escrevi cenas que não estavam nada planeadas. :) Daí que escrever seja, para mim, uma aventura tão interessante e cativante.
Enquanto escrevo, vou fazendo anotações à parte, com características, nomes, datas, linhas temporais e calendários, para não me perder no tempo. Quando estou a escrever Fantasia, crio mapas, dicionários de outras línguas e desenho edifícios, como palácios e torres de magia. Cheguei, inclusive, a desenhar e a pintar muitos dos meus personagens.
Quando a história finalmente chega ao fim, inicia-se o processo mais demorado e, na minha opinião, mais cansativo: ler, rever e cortar. Revejo os meus manuscritos muitas vezes, pelo que levo mais tempo nesta fase do que na fase de criação, propriamente dita.
Quanto ao estilo… só escrevo Fantasia e Ficção. Adoro livros complexos, que misturem muitos acontecimentos ao mesmo tempo, pelo que tive de aprender a controlar um pouco a tendência para complicar as minhas histórias. Isto porque histórias complexas resultam, em geral, em manuscritos demasiado extensos e que acabam por cansar a maioria das pessoas.
Comecei por escrever Poesia. Depois, quando passei para a Prosa, escrevi Fantasia Épica, e, ultimamente, tenho escrito Romances Sobrenaturais. No entanto, todos os meus livros têm de ter, obrigatoriamente, magia, romance e uma certa pitada de drama.


Quais as tuas influências:
A minha maior influência foi Tolkien. Li o Senhor dos Anéis quando tinha 13 anos, numa altura em que os livros de Fantasia, em Portugal, ainda eram escassos. Nesse momento, foi como se, de repente, tivesse descoberto um mundo novo. Li e reli aqueles 3 livros mais vezes do que sou capaz de me recordar. Ao ponto de chegar mesmo a criar um dicionário de Quenya e Sindarin. :) E talvez por isso, as minhas primeiras aventuras no mundo da escrita tenham seguido um pouco o estilo Épico.
A colecção ‘Gaea’, no entanto, já foge bastante a esse registo e, para além de, como é óbvio, ter sofrido a influência dos muitos livros que li, tem como base as minhas explorações no mundo do Oculto. Nele misturam-se conceitos como a Reencarnação, a Evolução das Almas Humanas, a existência de Dimensões Paralelas, e a visão da Terra como um Ser Vivo, com um corpo e uma vontade própria, infelizmente incompreensível para nós: Gaia ou Gaea. Mistura ainda outras áreas que gosto de explorar, como a Religião, a Mitologia, as Artes Divinatórias e, por último, a Magia, a qual estudei a fundo, nas suas diferentes vertentes.


O que te levou a escrever na área do sobrenatural?
Como já disse, os primeiros manuscritos que desenvolvi são do estilo Fantasia Épica. No entanto, o mundo em que a história se desenrola é, claramente, fictício, ou pelo menos, impossível de existir no nosso mundo. O mesmo já não acontece com livros como ‘Noite da Alma’.
O sobrenatural tem um potencial de realidade que me agrada bastante, deixando-nos sempre com aquela sensação de que, se calhar, algures no nosso mundo, aqueles seres até existem. :) Quem sabe…? Os livros que escrevo estão classificados como Fantasia. Eu mesma admito que criei aqueles personagens e aquelas dimensões. Mas talvez haja algo de verdade, no meio da ficção. Até pode ser que tudo aquilo seja verdade, mas que o segredo tenha de ser mantido… Aliás, a Lex Regis diz claramente que os Humanos não podem ter conhecimento da existência destes outros seres, sob risco de a sua presença, entre nós, poder influenciar a nossa Evolução; como aliás aconteceu no Passado, no tempo em que aqueles a quem chamamos deuses ainda interagiam directamente com o mundo humano.
A possibilidade de esta sombra de dúvida poder existir é exactamente o que me levou a escrever na área do sobrenatural. :)


Como foi o caminho até à publicação deste teu primeiro romance? Tiveste muitas dificuldades em publicar? Fala-nos um pouco sobre este processo.
Dificuldades… muitas. Aliás, basta ver que ‘Noite da Alma’ foi escrito em 2008 e só agora foi editado. E não, não esteve fechado na gaveta à espera que me enchesse de coragem para o enviar para as Editoras.
Ao contrário dos meus outros livros, escrevi ‘Noite da Alma’ para ser publicado, e foi o que tentei fazer nestes últimos 3 anos. Não vou mentir. Recebi muitas recusas e ainda mais silêncios, de editoras que nunca chegaram a responder-me. Editar um livro em Portugal é muito difícil, principalmente se não se é conhecido. E o meu livro tem, logo à partida, uma grande desvantagem: é muito extenso, o que implica um investimento de edição relativamente elevado, para um livro que ninguém tem a certeza de vir a vingar, no mercado livreiro.
Depois de muitas recusas, em 2010, resolvi fazer uma edição de autor. Era isso ou colocar o manuscrito online, para download gratuito. Comecei a informar-me acerca de preços, disposta a investir neste sonho. No entanto, o maior problema de uma edição de autor é a distribuição e, mesmo as distribuidoras que aceitam livros sem a chancela de uma editora são consideravelmente caras e não nos garantem uma distribuição nacional.
Foi então que me falaram de uma editora e da possibilidade de uma co-edição. Como estava, à partida, disposta a investir neste projecto, aceitei. Nada correu como devia. Os prazos não foram cumpridos e, em Junho de 2011, o livro, que devia ter sido editado em Março, ainda não tinha saído. Não obstante, começaram a surgir outras exigências, as quais me desagradaram bastante. Por isso, a edição foi suspensa e regressei à ideia inicial de fazer uma edição de autor. Contudo, antes de partir para essa solução, resolvi tentar uma vez mais que o manuscrito fosse aceite pelas editoras.
Por incrível que pareça, no meio de tantos envios, nunca tinha batido à porta da Chiado Editora. Daí que mal pude acreditar quando recebi um e-mail a dizer que, depois de terem realizado a análise literária e comercial da minha obra, tinham uma proposta de edição a apresentar-me. O que levara quase 1 ano a ser feito pela outra editora, e nunca chegou a ser concluído, foi despachado em coisa de meses e, finalmente, ‘Noite da Alma’ foi lançado no dia 17 de Dezembro. :)


Tens tido feedback dos teus leitores? Como é que gostas de interagir com eles?
Tenho tido feedbacks, sim. Na maioria, e para minha alegria, bastante positivos. É claro que há quem se queixe da extensão do livro, que tem cerca de 760 páginas, mas isso já era de esperar. Tenho perfeita consciência de que escrevo demais e de que tenho dificuldade em ser sintética. :) Por outro lado, os devoradores de livros, dizem-me que 760 páginas é muito bom e até já me perguntam pelo segundo volume. ^_^ Para falar a verdade, tenho tido muito mais opiniões positivas do que esperei. É claro que acho o meu livro interessante (ou não o teria escrito) mas quando me dizem coisas como “é viciante” fico mesmo muito satisfeita.
Na interacção com os meus leitores… Se possível, gosto de interagir directamente com eles, de falar e ouvir opiniões, tanto positivas como negativas e, em especial, se forem construtivas. Sei que agora sou ‘a escritora’ mas sinto-me mais como se fosse mais uma leitora. Aliás, foi por gostar tanto de ler que, um dia, me passou pela cabeça a ideia maluca de tentar escrever, também. Por isso, não me importo nada de discutir o meu livro com quem o leu, mesmo que o leitor nem tenha gostado por aí além do que escrevi. Penso que os livros são como as obras de arte: há quem deteste, quem lhes seja indiferente, quem goste, e quem os sinta de forma diferente, como se determinado livro falasse directamente connosco.
Projectos Futuros:
Escrever!! :) Isso é algo que jamais poderei deixar de fazer, mesmo que não edite mais nenhuma obra. Aliás, é por isso mesmo que já existem mais 2 livros escritos, dentro da colecção ‘Gaea’, isto para não falar dos 4 manuscritos de Fantasia Épica que se enquadram na colecção ‘A Gema de Ominium’. Mesmo com todas as recusas da parte das editoras, não fui capaz de deixar de escrever, e continuei a produzir.
De momento, encontro-me a escrever ‘Sombra Branca’, da colecção ‘Gaea’ e por isso, como é óbvio, um dos meus projectos futuros é terminar esta obra (o que tem sido difícil de conseguir, uma vez que me encontro a concluir o Mestrado Integrado em Psicologia e as obrigações estudantis roubam-me muito tempo).
Outro projecto será a edição de ‘Tempo da Alma’, o segundo livro desta colecção.


Onde é que os teus leitores de podem encontrar? (online)
A forma mais directa é, provavelmente, via e-mail (sophia.carpersanti@gmail.com) ou no Facebook (http://www.facebook.com/sophia.carpersanti).
Existe ainda o Site Oficial (http://carpersanti.net/Gaea/) e o meu Blog (http://sophia-carpersanti.blogspot.com/)
A minha vertente mais artística anda por aqui: http://silvareiel.deviantart.com/
De resto, encontro-me ligada às seguintes Redes Sociais:
Twiter: https://twitter.com/#!/carpersanti
Google+: https://plus.google.com/u/0/102638817506482515972/posts
Linkedin: http://www.linkedin.com/profile/edit?trk=hb_tab_pro_top
Myspace: http://www.myspace.com/516044891

E a pergunta da praxe: o que achas do blog Morrighan?
Adoro este blog! Para falar a verdade, já aqui tinha vindo parar noutras ocasiões, há cerca de 2 anos, atraída pelos artigos sobre Druidismo e sobre as Celebrações Pagãs. Para falar a verdade, nessa altura, a vertente mais literária deste simpático espaço passou-me completamente despercebida. Quando navego na internet, numa das minhas pesquisas, centro-me bastante no que quero encontrar. Mas recordo-me de ter passado horas a ler posts e de achar que, finalmente, tinha encontrado um site português, rico e rigoroso, sobre estes assuntos. Foi através do Facebook que me apercebi de que havia muito mais a dizer sobre o ‘blog Moorrighan’ e, desde então, tenho seguido atentamente todos os updates. Gosto especialmente da variedade de obras e de autores que são apresentados e, em especial, da forma clara e cativante com que todos os artigos são escritos.



A sua Obra:
Sinopse: "Duvido de mim mesma e de todos os meus sentidos. No entanto, a realidade que me rodeia é inegável, e sou incapaz de deixar de o sentir em todos os lugares, a todo o instante."

E se... num passo de Magia, fosse possível evocar um ser de outra dimensão capaz de realizar o mais profundo dos nossos desejos?

"Se ao menos fosse assim tão fácil... pessoas como eu jamais teriam de passar pela vergonha e pela dor que tivera de passar, naquela manhã", pensou Mari, enquanto folheava o estranho e pesado livro de encantamentos e fórmulas mágicas. E no entanto, um portal aberto é sempre uma passagem, e ninguém pode controlar quem, ou o que poderá passar por essa porta...
"E assim o meu mundo, permanentemente imóvel e suspenso no espaço e no tempo, caiu da Roda do Destino e tombou nas águas tempestuosas de mares desconhecidos."
Irremediavelmente atraída pela Luz que a protege... e fatalmente fascinada pelas Trevas que a rodeiam, Mari luta desesperadamente por resistir ao turbilhão que a ameaça engolir a qualquer momento. Enredada na dualidade do Destino, vê-se frente a uma batalha pela sobrevivência, ao encontro do desejo mais simples e mais almejado de toda a Humanidade: ser feliz.


Obrigada pela disponibilidade e simpatia Sophia!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Mil Estrelas No Colo: Resultado do Passatempo "Noite da Alma" - Sophia C...

Resultado do Passatempo "Noite da Alma" - Sophia CarPerSanti [Chiado Editora]



Chega ao fim o passatempo Noite da Alma da autora Sophia CarPerSanti que contou com o apoio da estimada Chiado Editora.

Quero agradecer a todos os que participaram e que contribuíram para o enorme sucesso deste passatempo! Quem não venceu, não desanime, haverão mais oportunidades neste novo ano que acabou de começar.

Os vencedores do passatempo são:

Daniela Rodrigues - Rio Tinto

Andreia Rocha - Macieira de Sarnes

Parabéns! Boas leituras e um excelente 2012! :)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Opinião - Noite da Alma

Noite da Alma

Título: Noite da Alma
Autora: Sophia CarPerSanti
Editora: Chiado
ISBN: 978-989-697-365-0
765 páginas
Mari gosta de um rapaz, Michael, que após um acidente tinha perdido todas as suas memórias e após uma visita inesperada a uma loja ganha um livro de magia. É assim que começa a história que Sophia nos traz neste seu primeiro livro Noite da Alma.
Experimentando fazer um ritual que vinha no tal livro, quebra o selo de um demónio poderoso que faz um contracto com ela: o amor de Michael pela sua Alma.
É toda uma série de peripécias numa história pensada e trabalhada mas que acaba por ser demasiado longa. A autora explica tudo ao mais ínfimo detalhe o que não é necessário pois muitas partes do livro acabam por não ser de todo importantes no desenrolar da história. Este livro com menos 200 páginas (no mínimo) teria o tamanho ideal para uma boa leitura.
Apesar da escrita ser muito fluída e de fácil leitura temos diálogos que quase parecem monólogos devido ao facto de algumas personagens falarem muito.  Por essa razão pode tornar-se confuso quando é a Mari a falar uma vez que toda a história é escrita na primeira pessoa.
Na sua preocupação de mostrar aos leitores os mais pequenos detalhes, a autora deu muito ênfase a algumas palavras, usando para isso letras maiúsculas para escrever palavras como Ser Humano. Outro exemplo é a constante luta que a rapariga tem com o maldito despertador que é constantemente referida. O leitor é um ser inteligente logo conseguirá perceber as coisas sem que lhes expliquemos tudinho, há que deixar um pouco de espaço.
Devo confessar que o final me deixou desapontada pela prova de imaturidade da Mari. Fora tudo isto é um bom início para Sophia CarPerSanti, que se conseguir resumir um pouco mais o tamanho das obras e colocar-se no papel de um leitor conseguirá melhorar, além de ter de ficar mais atenta à edição pois o texto tem alguns problemas no alinhamento das páginas e parágrafos.
Sinopse:“Duvido de mim mesma e de todos os meus sentidos. No entanto, a realidade que me rodeia é inegável, e sou incapaz de deixar de o sentir em todos os lugares, a todo o instante.”E se… num passo de Magia, fosse possível evocar um ser de outra dimensão capaz de realizar o mais profundo dos nossos desejos?“Se ao menos fosse assim tão fácil… pessoas como eu jamais teriam de passar pela vergonha e pela dor que tivera de passar, naquela manhã.”, pensou Mari, enquanto folheava o estranho e pesado livro de encantamentos e fórmulas mágicas.E no entanto, um portal aberto é sempre uma passagem, e ninguém pode controlar quem, ou o que poderá passar por essa porta… “E assim o meu mundo, permanentemente imóvel e suspenso no espaço e no tempo, caiu da Roda do Destino e tombou nas águas tempestuosas de mares desconhecidos.”Irremediavelmente atraída pela a Luz que a protege… e fatalmente fascinada pelas Trevas que a rodeiam, Mari luta desesperadamente por resistir ao turbilhão que a ameaça engolir a qualquer momento. Enredada na dualidade do Destino, vê-se frente a uma batalha pela sobrevivência, ao encontro do desejo mais simples e mais almejado de toda a Humanidade: ser feliz.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Opinião sobre o Livro "Noite da Alma" de Sophia CarPerSanti

Opinião sobre o Livro "Noite da Alma" de Sophia CarPerSanti


Olá, hoje deixo-vos  a minha opinião sobre um livrinho:



"Noite da Alma" De Sophia CarPerSanti

   Pois é, este livrinho tem 763 paginas, mais coisa menos coisa. Quando o vi tive imensa curiosidade em o ler, gostei da capa e amei o titulo (sim, eu apaixono me pelas capas e titulos) e a pouca informação que tive sobre o livrinho no site ( http://carpersanti.net/Gaea/ ), ajudou ainda mais.
   Devo confessar que para mim, um livro tem de ter vida sim isso mesmo, vida, um livro MUITO descritivo cansa-me, um livro tem de ter um pouco de tudo sem exageros como:
   -Tristeza
   -Alegria
   -Guerra
   -Paixão
   - Um dialogo que nos envolva e não um dialogo a despachar, tipo. Ya... Ola.. Tass bem etc... (sim ja li um assim e odiei)
   E confesso que para mim, Sophia CarPerSanti é um genero de Sherrilyn Kenyon, envolve nos da cabeça aos pés. Ri-mos chora-mos odeia mos e tudo mais, pois tem uma pitada de tudo o que gosto num livro.
   Levei sensivelmente 3 dias a ler, pois quando começa-mos nao queremos parar, queremos mais e mais. E se nao fosse o meu marido a dizer-me: "-Tu amanha não te levantas para levares o menino a escola" e tirar me o livro das mãos (ao qual quase o "matei" por isso (odeio que me façam isso) teria levado menos tempo, porque eu garanto-vos, o "Noite da Alma" prende-nos completamente, dou-lhe 5estrelas, amei, envolvi-me tanto no livro como se de facto eu estivesse lá. Para terminar, o final eu amei e odiei, amei porque sei que vai ter continuação, pois ele assim o demonstra e odiei por nao ter já nas minhas mãos o segundo livro.

   Recomendo a 100% a leitura deste livro, pois acredito que vão se apaixonar também por ele.

   Sophia CarPerSanti, parabéns pelo excelente trabalho, continua assim.

   Ate breve

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Passatempo - "Noite da Alma" de Sophia CarPerSanti [Chiado Editora]

Passatempo - "Noite da Alma" de Sophia CarPerSanti [Chiado Editora]


--->> Blog Mil Estrelas no Colo


O blogue Mil Estrelas No Colo dá início a mais um Passatempo! Desta vez realizado em parceria com a Chiado Editora, para oferecer dois exemplares do livro "Noite da Alma" de Sophia CarPerSanti!

Regras do Passatempo:

1) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 04 de Janeiro.

2) Os dados solicitados (nome completo, email, morada completa, código postal e localidade) têm de ser devidamente preenchidos. Qualquer participação que não possua algum destes dados é automaticamente anulada.

3) O(a) vencedor(a) será sorteado(a) aleatoriamente (através do random.org), sendo posteriormente contactado por e-mail e o resultado será publicado no blog.

4) Só é válida uma participação por pessoa/residência.

5) Só serão aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas.

6) A administração do blogue não se responsabiliza pelo possível extravio no correio de exemplares enviados pela mesma e/ou pela editora.

As respostas poderão ser encontradas AQUI!!



Entrevista com Sophia CarPerSanti

Entrevista com Sophia CarPerSanti



Ola a todos meus queridos, como prometido é devido aqui está a nossa pequena entrevista com a nossa querida Sophia.






1º Fala-nos um pouco de ti.


Bem, tal como diz a minha biografia, nasci no dia 22 de Novembro de 1979, pelo que fiz recentemente 32 anos de idade. Sou licenciada em Educação Física e Desporto (curso pré-Bolonha) e, de momento, sou finalista do Mestrado Integrado em Psicologia Clínica.


Quanto à escrita, comecei a escrever poesia aos 11/12 anos de idade. Nessa altura escrevia poemas para a família, alusivos aos dias de festa, e acerca do mundo que me rodeava. Por volta dos 14 os temas começaram a mudar um pouco, e passei a escrever sobre sentimentos e emoções. Como durante a minha infância/juventude os meus melhores amigos eram os livros, um dia passou-me pela cabeça a ideia de que, já que gostava tanto de ler e escrever, talvez fosse capaz de escrever um livro também.



O primeiro projecto de manuscrito que desenvolvi nunca chegou a ser concluído (diga-se de passagem que para o bem de todos nós ^_^), e era sobre príncipes e princesas, e reinos encantados por magia.


Quando entrei para o 10º ano, conheci a minha Alma Gémea, nestas andanças da escrita, e juntas começámos a escrever o que, até hoje, é o manuscrito mais extenso que conheço. :) Trata-se de uma história extremamente complexa, escrita na primeira pessoa, com múltiplos narradores e linhas temporais. Durante os 3 anos do Complementar, trocámos cadernos A5 onde escrevíamos alternadamente, pelo que a história nunca teve fim.

Quando entrei para a Faculdade, iniciei o meu primeiro projecto com princípio, meio e fim, intitulado ‘A Gema de Ominium’. Trata-se de uma história do estilo fantasia épica, e divide-se em 5 volumes. Embora tenha enviado o primeiro volume para várias editoras, este nunca foi aceite, pelo que me deparei, pela primeira vez, com a batalha que é preciso travar para conseguirmos editar um livro, em Portugal.

A ‘Noite da Alma’ foi escrita em 2008, e marca uma mudança radical no meu estilo de escrita. Inserindo-se na colecção ‘Gaea’, passa-se no nosso mundo, no século XXI. Dentro desta colecção, depois da ‘Noite da Alma’ já escrevi mais dois: ‘Tempo da Alma’ e ‘Luz da Sombra’. De momento encontro-me a escrever o quarto livro desta colectânea denominado ‘Sombra Branca’.

A nível mais pessoal, nos meus tempos livres (que neste momento são extremamente escassos), gosto de ler, escrever, pintar (principalmente a óleo), e ir ao cinema. Também sou uma grande fã de Anime (animação japonesa) e de praticamente tudo o que se relacione com o Japão. Adoro fantasia, ficção científica, coisas estranhas e sobrenaturais :). A nível desportivo, gosto de voleibol (modalidade que pratiquei durante cerca de 5 anos) e adoro dançar. Se os livros e a escrita são as minhas asas, a música é a minha alma. Não tenho, nem nunca tive grupos musicais favoritos. Tenho músicas de que gosto e outras de que não gosto, independente de géneros ou cantores. Por isso varro tudo, desde o clássico, à ópera, fado, pop, rock, jrock, jpop, metal, etc. A minha playlist depende muito do meu humor, no momento. E como este é extremamente flutuante… ^_^



2º Qual o teu autor/a favorito?


Tenho muitos, como é lógico… Quem lê compulsivamente tem sempre uma série de autores que venera :)


Mas, tendo que escolher, só poderia nomear J. R. R. Tolkien, de quem li, pela primeira vez, o ‘Senhor dos Aneis’, quando tinha 13 anos e, depois disso, li, e reli, e voltei a ler, ao ponto de até chegar a escrever um dicionário de Quenya e Sinadrim (as línguas élficas desenvolvidas por Tolkien) :)



3º Livros que mais gostas? E o que mais te marcou?

Livros que mais gosto (são mais que muitos ^_^): Ilusões e Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach), ‘O Silmarilion’, ‘O Senhor dos Anéis’, ‘O Hobit’ (Tolkien), ‘As Brumas de Avalon’, ‘Casa da Floresta’ e ‘O Poder Supremo’ (Marion Zimmer), ‘Belgariad’ e ‘Malloreon’ (David Eddings) ‘Os Cavaleiros de Pern’ (Anne McCaffrey), A História Interminável (Michael Ende), ‘O Principezinho’ (Antoine de Saint-Exupéry), ‘Dragon Lance’ (Tracy Hickman e Margaret Weis)‘A Hora das Bruxas’, ‘Taltos’ e ‘Memnoch’(Anne Rice), Acheron (e os outros 34 livros que li desta senhora - Sherrilyn Kenyon), Colecção Irmandade da Adaga Negra (J. R. Ward), ‘A Game Of Thrones’ (George R. R. Martin) e muitos, muitos outros :)


O que mais me marcou: Teria de escolher 2 – ‘O Senhor dos Anéis’ e ‘A História Interminável’. Talvez porque os tenha lido num momento difícil da minha vida. Sei que, durante anos, era nestes dois mundos que a minha cabeça passava a maior parte do tempo.



4º Tens algum livro que recomendarias?

Hum… depende de para quem estaria a recomendar :)


Mas, de entre os livros que mais gosto, aqueles que recomendo como sendo ‘para todos’ são ‘O Principezinho’, pela fantástica capacidade de nos obrigar a olhar o mundo com outros olhos, ‘A História Interminável’ que nos mostra que os heróis também podem ter dúvidas e medos como qualquer um de nós, e ‘Ilusões’, pela fantástica lição de vida e por nos mostrar que o verdadeiro Deus está dentro de nós mesmos, e que cabe apenas a nós sermos o melhor que conseguirmos ser.



5º Como surgiu a ideia para este livro?

Este livro teve origem em três desafios que me auto-coloquei:

1) Escrever um livro que se passasse no século XXI, no nosso mundo e na actualidade. Na verdade, nunca tinha escrito nada do género. Todos os meus manuscritos passavam-se em mundos imaginários, em eras semelhantes à nossa idade média, onde as pessoas têm de se deslocar a cavalo e de ir à caça se querem almoçar. Confesso que este foi um desafio difícil de superar, porque na verdade não gostava nada dos cenários que via na minha cabeça, enquanto estava a escrever a ‘Noite da Alma’. Estava habituada a ter os meus personagens rodeados de florestas mágicas e torres de magia brilhantes, e diga-se de passagem que prédios de cimento e estradas de asfalto deixam muito a desejar em termos de beleza. No entanto, à medida que fui escrevendo, comecei a sentir-me cada vez mais em casa, além de que comecei a aperceber-me das diversas facilidades de viver no séc. XXI: Não tinha de me preocupar em caçar para o almoço, nem de enviar mensageiros que levavam dias a chegar ao seu destino, ou mesmo de procurar rios para lavar as roupas e tomar banho. Nada vence os nossos telemóveis, microondas e banheiras com água quente canalizada. :)


2) O segundo desafio que me coloquei teve a ver com o número de páginas. Isto porque os meus outros manuscritos tinham para cima de 1000 páginas, em formato A4, o que, obviamente, não é operacional em termos de edição. Escrevo demais :) E por isso, embora este seja um livro relativamente extenso, sinto-me bastante satisfeita com as suas 760 páginas, que A4 eram apenas 540. Considero estes números uma verdadeira vitória ^_^;


3) O terceiro desafio relaciona-se com o tipo de narração. É claro que já tinha escrito na primeira pessoa, mas fazia-o sempre perante os meus próprios pensamentos, e a personagem que eu encarnava era, no fundo, sempre eu mesma. Neste livro, a Mariane que escreve está longe de ser como eu. As suas reacções, vontades, pensamentos, pertencem-lhe só a ela e por isso foi muito interessante e desafiador deslocar o meu pensamento, como se fosse uma actriz de cinema e incarnar outra pessoa, outra vida, outra realidade.


A partir daqui, a ‘Noite da Alma’ cresceu sozinha, como aliás acontece com todos os livros que escrevo. No princípio tinha pensado em limitá-lo apenas à história de Mariane e Gabriel, como estratégia para controlar o número de páginas, mas depois surgiu Lea, e mais tarde Alexander e Jonathan, e as coisas foram-se desenvolvendo e progredindo, na maior parte das vezes, de forma surpreendente até para mim mesma (uma das razões que me faz adorar escrever).



6- Em que te inspiras-te?

Em nada de específico. O livro é o produto de uma série de ideias e gostos pessoais. Mistura Magia, tema sobre o qual li bastante, há uns anos atrás, Simbologia, que até hoje me fascina, e línguas arcaicas, pelas quais me interesso bastante e as quais se encontram na base de muitos dos nomes de raças que aparecem no meu livro. Depois espelha muitas ideias que considero controversas e com as quais me divirto bastante. :) O livro assenta ainda numa crença-base, actualmente aceite por muita gente, que envolve a reencarnação das Almas com vista à evolução do Ser Humano.



7º Os livros de Fantasia estão na moda. O que este trás de novo?

Hum… não sei ao certo. Inventar coisas novas é, na verdade, muito difícil. Às vezes até pensamos que conseguimos ter uma ideia original mas, basta perdermos um pouco de tempo na internet, para logo a seguir percebermos que afinal não fomos os primeiros a pensar nessa coisa.


Posso, no entanto, dizer que, para além da fantasia, da magia e do romance, se trata de um livro onde os valores do que consideramos bem e mal se diluem, onde os estereótipos do que é ‘amar’ e de quem ‘devemos amar’ são desfeitos, e que nos mostra como, por vezes, uma simples e inocente escolha pode mudar o rumo, não só da nossa vida, mas também daqueles que nos rodeiam.



A nível de originalidade, penso que o que é mais original é a estrutura do mundo em si. Neste livro, e em todos os que pertencem a esta colectânea, o Planeta Terra – Gaea – é tido como um ser vivo, com diversos ‘órgãos’ que têm diferentes funções, como acontece com qualquer um de nós. Estes ‘órgãos’ constituem dimensões, que, por sua vez, são habitadas por diferentes seres com diferentes papeis a desempenhar na manutenção do planeta. A excepção á regra são os Seres Humanos, para quem Gaea é apenas uma escola evolutiva. Assim, as Almas humanas encarnam vezes consecutivas, até atingirem um estado de evolução superior, o qual lhes permite partirem para outros pontos evolutivos. Por esse motivo, são os únicos que possuem livre arbítrio. Todos os outros, os verdadeiros Filhos de Gaea, têm de obedecer à Lei Suprema, a Lex Regis. É sobre esta base que tudo o resto se desenrola, abrindo caminho para uma visão do mundo que, para muitos, não está assim tão longe da verdade.




8º Este Livro é o primeiro de alguma trilogia ou saga?

Bem, este livro foi escrito para ter um fim em si mesmo. No entanto, a estrutura do mundo onde a história se desenrola foi criada para suportar outros livros, sobre outras personagens. Por isso não, não se trata de uma saga nem de uma triologia. Contudo, e porque a minha primeira leitora quase me matou quando acabou de o ler, existe um segundo volume que dá continuação a este. O terceiro livro, escrito nesta colecção (Gaea) já não tem nada a ver com a Mari e o Gabriel. E o mesmo acontece com o quarto, que me encontro, de momento, a desenvolver.


9º O mais importante de tudo, onde o podemos encontrar a venda?


Pois… a pergunta dos 100.000 euros ^_^


Neste momento, o livro só se encontra à venda no site da Chiado Editora e no site oficial (http://carpersanti.net/Gaea), ou seja, online. Em breve estará disponível nas Bertrands, Bulhosas, Fnacs e outras livrarias, em Portugal. Contudo, existe um certo timing para estas coisas da distribuição, e ninguém me sabe dizer ao certo a partir de quando ele estará à venda nas livrarias.



10º Conselhos para novos escritores?

Uff!! Só esta pergunta já dava para outro livro. :)

1. Antes de tudo: Nunca, nunca desistir! Editar um livro é uma batalha que tanto pode ser vencida à primeira, como levar anos até que uma porta se abra.


2. Acreditar em si mesmo! É claro que saber aceitar críticas é muito importante, mas saber quem somos e que escrita queremos produzir é ainda mais importante. Como todos sabemos, é impossível agradar a toda a gente. Como se isso não bastasse, todos nós temos as nossas visões e vemos o mundo que nos rodeia de diferentes formas. Se eu fosse a duvidar da qualidade ou da pertinência daquilo que escrevo sempre que alguém me critica, ou se eu fosse alterar o manuscrito sempre que alguém me diz para cortar aqui ou acrescentar ali, nem na próxima vida teria uma versão final pronta. ^_^


3. Como alguém me disse, um dia, ‘Não existem más ideias, existem é formas melhores ou piores de passar as nossas ideias para o papel’. Por isso, nunca condenem uma ideia à partida, só porque alguém vos diz que esta não suficientemente boa ou interessante.

4. Quando resolverem rever o que escreveram, façam-no numa cópia em papel (imprimido) e leiam o vosso manuscrito em voz alta. É completamente diferente, acreditem. Existem muitas coisas que até nos soam bem, em pensamentos, mas que depois de ditas em voz alta só nos apetece enfiar a cabeça numa banheira cheia de água. ^_^

5. Talvez o mais importante. Escrevam porque gostam, amam, adoram! Não vale a pena escrever porque gostaríamos muito de editar um livro, de ser famosos ou de ganhar dinheiro. Se escrevermos porque o simples acto de escrever nos dá prazer, nada nos pode derrubar. Nem as persistentes recusas das editoras, nem as críticas menos simpáticas, nem o facto de o nosso livro não ter tido o sucesso esperado. Como diz o ditado ‘Quem corre por gosto não cansa’. Alimentem-se a vocês mesmos, não fiquem á espera que sejam os outros a vos impulsionar. Assim, se já nos encontrarmos em movimento pelas nossas próprias pernas, todos os empurrões que surgirem pelo caminho só vão servir para nos levar ainda mais longe. De igual modo, todas as pedras que nos fizerem tropeçar, nunca terão força suficiente para nos deixar eternamente estendidos no chão.