Noite da Alma - Booktrailer

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Apresentação do Livro "Noite da Alma" - Quarteira


Apresentação do Livro "Noite da Alma" 
- Quarteira -


Data: 22/08/2012


Local: Quarteira 
 Galeria Praça do Mar 



 Apresentação do Livro
"Noite da Alma" 



Com o Apoio da Câmera Municpal de Loulé




Um grande obrigada ao Eng.º Luís Guerreiro e à minha tia, Dina Carapeto, bem como a todos os presentes. . 



Apresentação do Livro "Noite da Alma" - ESPA


Apresentação do Livro "Noite da Alma" - ESPA


Data: 05/03/2012


Local: ESPA 
 Escola Secundária de Pedro Alexandrino 



 Apresentação do Livro
"Noite da Alma" 



Projecto
"Como Escrever um Livro"


* Um grande obrigada às Professoras Inácia Camacho e Isabel Mendes, bem como a todos os presentes. 



sábado, 18 de agosto de 2012

Apresentação do Livro "Noite da Alma"


Apresentação do Livro "Noite da Alma", na Galeria Praça do Mar, em Quarteira.

Estão todos convidados! Apareçam! ^_^


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Entrevista a Sophia CarPerSanti autora de "Noite da Alma"



Entrevista a Sophia CarPerSanti autora de "Noite da Alma"


Já sabemos que através da Internet temos oportunidade de conhecer novas pessoas e foi assim que conheci a escritora Sophia, autora de Noite da Alma. Gentilmente cedeu a responder algumas questões que me propus fazer-lhe e aqui está o resultado! Espero que gostem tanto como eu gostei! 


1 - Fala um pouco sobre ti.

Sou uma jovem de 32 anos, que espera vir a ser uma jovem de 40, uma jovem de 60 e, com alguma sorte, uma jovem de 80 anos.

Gosto de aprender coisas novas, pelo que já me debrucei sobre uma enorme variedade de temas mas, a nível mais formal (académico), licenciei-me em Educação Física e Desporto (licenciatura de 5 anos) e em Ciências Psicológicas, encontrando-me de momento a finalizar o Mestrado Integrado em Psicologia Clínica. Também estudei línguas, como o Inglês, o Espanhol, o Francês e o Japonês. Na minha lista de línguas a aprender encontram-se ainda o Mandarim e o Árabe.

Os meus gostos pessoais difundem-se pelas mais diversas áreas. Gosto de praticar actividade física, principalmente Voleibol, Iaido e tudo o que se encontre associado à música (Ginástica, Dança, Patinagem, etc.). Também dedico muito do meu tempo livre às Artes, em especial ao Desenho, à Pintura a Óleo e ao Artesanato.

Adoro ouvir música e, parte do meu cérebro, está sempre a cantar qualquer coisa. Não tenho nem estilos nem bandas preferidas, mas muitas canções que me acompanham, desde Fado, a Ópera, Bandas Sonoras (incluindo dos filmes da Disney), Metal Alternativo, Rock, JRock, JPop, etc.

Gosto de ir ao cinema e, embora não veja televisão, sigo as minhas séries preferidas via Internet, o que inclui a minha dose semanal e indispensável de Anime.

Viajar é outra das minhas paixões, a qual, felizmente, consigo alimentar pelo menos uma vez por ano.

Gosto de desafios, especialmente mentais, e de testar os meus limites e capacidades. Por esse motivo, gosto ainda mais quando sou surpreendida e as coisas se desenrolam de forma diferente daquela que inicialmente previ.

Acima de tudo, sou uma leitora compulsiva, tendo havido momentos, na minha vida, em que os livros eram o centro do meu mundo, pelo que andava com eles para todo o lado e até dormia com um ou dois volumes ao lado do travesseiro. :) Foi precisamente o gosto pela leitura e o fascínio pela possibilidade de criar novos mundos, novas vidas e novas histórias, que me levou a dedicar-me à escrita. Desde então, sempre que o mundo real me dá umas tréguas, é lá que a minha mente se encerra, por entre imagens, diálogos e acontecimentos que depois tento ‘passar para o papel’.

Actualmente, nada me dá mais prazer do que ter uma tarde livre para me sentar com o meu computador portátil, enrolada numa mantinha, e escrever. ^_^



2 - Quais as tuas influências e qual o teu género literário favorito?

Influências…? Várias. Muitas, mesmo. Desde os livros que li, aos filmes que vi e à vida das pessoas que me rodeiam.

No início, a maior influência provinha, claramente, dos livros, num sistema bem linear: Eu lia algo de que gostava e, a seguir, criava uma história semelhante, dava continuidade ao que tinha lido ou desenvolvia a história de uma das personagens.

Depois comecei a permear o que escrevia com outros factos, outros conhecimentos, até que passou a ser difícil determinar, concretamente, de onde proviera a ideia inicial.

Actualmente, reconheço que sou bastante influenciada pelas viagens que faço (principalmente a nível do setting onde as histórias se desenrolam) e pelos conhecimentos que fui adquirindo, tanto a nível académico, como através das pesquisas que faço quando dou asas aos meus interesses pessoais.

A colecção “Gaea” é bastante influenciada por áreas relacionadas com o Oculto e com a Espiritualidade, sobre as quais tenho vindo a debruçar-me ao longo dos anos, e que incluem tanto a Magia, como as Artes Divinatórias, as Religiões do Mundo, as Tradições Ancestrais, a Simbologia, os Mitos dos Povos da Antiguidade e as actuais correntes comummente denominadas como pertencentes à New Age.

Os meus géneros literários preferidos incluem o Romance, a Fantasia, o Fantástico, e a Ficção Científica. A bem dizer, gosto de tudo o que fuja ao mundo de todos os dias. Gosto ainda mais se, mesmo assim, a história possuir um elevado potencial de realidade.



3 - Quando soubeste que querias ser escritora e como foi o teu início na escrita?

Soube que queria ser escritora por volta dos 16 anos.

As minhas primeiras aventuras no mundo da escrita tiveram lugar quando tinha cerca de 10 anos e foram sob a forma de poesia. Nessa altura escrevia muito sobre a natureza e sobre as coisas que via e de gostava. Eram poemas curtos, de 3 ou 4 quadras, mas que, mesmo assim, deixavam a minha família toda deliciada. :)

A primeira vez que resolvi escrever em prosa devia ter uns 13 anos e ainda hoje guardo as folhas A4 que contam as aventuras de Griksla e Aifos, os meus dois primeiros heróis. No entanto, acabava sempre por me desinteressar dos meus projectos literários, principalmente porque, tal como disse anteriormente, eles eram moldados à imagem dos livros que lia e, por esse motivo, impregnados pelas emoções que me restavam, depois das minhas leituras. À medida que o empolgamento que sentia em relação a determinado livro ia diminuindo, o interesse que sentia pelo que estava a escrever também ia desaparecendo, pelo que acabava sempre por desistir.

No entanto, quando entrei para o 9º ano, tudo mudou. Foi então que conheci a minha melhor amiga. Como partilhávamos dos mesmos gostos e ideias, começámos a escrever juntas, uma coisa completamente nova. Escrevemos durante cerca de 9 anos e o fruto da nossa imaginação ocupa cerca de 80 cadernos A5. Até hoje, considero aquele o manuscrito mais louco e brilhante que alguma vez li e a sua complexidade deixa-me completamente atordoada, ainda mais porque metade foi escrito por mim.

Foi nessa altura que descobri o prazer de escrever e que fiquei completamente viciada na sensação.

Ainda no 11º ano iniciei um novo projecto, só meu, e o primeiro que levei em frente, intitulado “A Gema de Ominium”, do estilo Fantasia Épica. No entanto, com a faculdade pelo meio, a produção escrita teve de sofrer uma pequena diminuição.

Em 2008 resolvi mudar de estilo e experimentar algo novo e que, honestamente, achei ser incapaz de escrever. E foi assim que nasceu “Noite da Alma”, da colecção “Gaea”.



4 - Tens uma rotina ou horário de escrita ou deixas simplesmente a imaginação fluir?



Não tenho uma rotina.

Preferencialmente, escreveria todas as noites, da 1h am às 7h/8h am (que é o que habitualmente faço quando estou de férias). Mas como o ideal está longe de ser possível, escrevo sempre que posso, em qualquer lugar e a qualquer momento. Ando sempre com o caderno atrás e, quando não me é possível tirar o caderno de dentro da mala, escrevo no meu bloco de notas mental que, felizmente, nunca fica sem folhas e no qual já habitam alguns livros que tenho de passar para o computador.

Não elaboro projectos, antes de começar a escrever, embora saiba que deveria fazê-lo. No entanto vou tirando notas, principalmente a nível do tempo da história (chego mesmo a fazer calendários) e da descrição dos personagens. Quando estou em mundos diferentes, faço mapas e desenho cidades. Também já cheguei a desenhar alguns dos meus personagens, mas acabei por desistir. Embora goste muito de desenhar, não sou propriamente uma retratista e por isso ‘não tenho arte suficiente’ para passar as coisas para o papel, tal como as vejo na minha cabeça. Além do mais, gosto de permitir que os leitores imaginem os personagens que crio ao seu gosto, razão pela qual não quis fotografias na capa do meu livro.

Acima de tudo, gosto de deixar a imaginação fluir e nunca determino ou defino o fim de um livro que esteja a escrever, antes de efectivamente lá chegar. Gosto de ser surpreendida pelos meus próprios personagens. Eles é que me dizem como é que a história acaba.




5 - Por favor, fala-nos sobre o teu livro. Como surgiu a ideia inicial?

“Noite da Alma” foi o primeiro livro que escrevi num setting contemporâneo e a ideia inicial partiu de uma base bastante filosófica: Até que ponto o que consideramos ser o Bem é bom, e que consideramos ser o Mal é mau. Nele misturei muitos dos meus elementos preferidos: o romance, a magia, a inversão dos valores, a inevitabilidade e o poder que uma única decisão pode ter sobre as nossas vidas. Toca ainda temas como a religião, a reencarnação, a evolução das almas e as tradições ancestrais, segundo as quais o planeta Terra é um ser vivo, dotado de consciência e de um corpo próprio sobre o qual caminhamos.

Esta foi, também, a minha primeira tentativa de escrever um livro com um fim em si mesmo e que não fizesse parte de uma saga, como acontece com os livros que escrevi anteriormente. 

De resto, o livro é escrito pela Mari (personagem principal), que é o completo oposto de mim na maior parte das coisas, o que foi bastante divertido. Nunca tinha escrito nada na primeira pessoa que me obrigasse a deslocar-me tanto para fora de mim mesma e por isso foi um grande desafio e uma experiência bastante interessante.

À parte de Michael e Gabriel, os quais faziam parte do plano inicial, os restantes personagens foram surgindo à medida que ia escrevendo, e foram-se desenvolvendo e crescendo de formas, muitas vezes, surpreendentes, como é o caso de Lea, por quem me encontro perdidamente apaixonada. :)



6 - Quais os teus projectos futuros?

Para já, divulgar a “Noite da Alma” e conseguir que o livro chegue ao maior número de pessoas possível. E depois, quem sabe, editar os outros livros que já se encontram escritos dentro da colecção “Gaea”.

Assim que tiver um pouco mais de tempo, quero concluir o manuscrito que me encontro a desenvolver (“Sombra Branca”) e que, neste momento, se encontra completamente esquartejado, como se fosse um puzzle cheio de buracos. :) Quero ainda arranjar disponibilidade para dar uma boa revisão em “A Gema de Ominium”, que é um projecto que não pretendo abandonar.

Por último, e principalmente, continuar a escrever, sempre.



7 - Que conselhos darias às pessoas que sonham um dia verem os seus livros publicados?



Acima de tudo nunca, nunca desistir! Editar um livro é uma batalha que tanto pode ser vencida à primeira, como levar anos até que uma porta se abra.

Depois, é essencial que o escritor acredite em si mesmo. É claro que saber aceitar críticas é muito importante, mas saber quem somos e que escrita queremos produzir é ainda mais importante. É impossível agradar a toda a gente e se não nos mantivermos fiéis a nós mesmos, variando constantemente de acordo com as opiniões ou correndo atrás do que parece ser mais vendável ou mais interessante no momento, o mais certo é perdermo-nos, e o que escrevemos acabará por reflectir isso mesmo e deixará de ter alma. Um bom livro não é feito só de palavras bonitas e bem organizadas, de modo a formarem frases. Possui algo mais que o torna especial, que o faz brilhar, e que toca o leitor fazendo-o vibrar. Um livro assim só pode ser produzido se a mão que o escreve for honesta e obedecer à verdadeira natureza do autor.

Por último, e talvez o mais importante: Escrevam porque gostam, porque amam, porque adoram! Não vale a pena escrever porque gostaríamos muito de editar um livro, de ser famosos ou de ganhar dinheiro (até porque isso dificilmente acontecerá). Se escrevermos porque o simples acto de escrever nos dá prazer, nada nos pode derrubar. Nem as persistentes recusas das editoras, nem as críticas menos simpáticas, nem o facto de o nosso livro não ter tido o sucesso esperado. Como diz o ditado ‘Quem corre por gosto não cansa’. Alimentem-se a vocês mesmos, não fiquem á espera que sejam os outros a impulsionar-vos. Assim, se já nos encontrarmos em movimento pelas nossas próprias pernas, todos os empurrões que surgirem pelo caminho só vão servir para nos levar ainda mais longe. De igual modo, todas as pedras que nos fizerem tropeçar, nunca terão força suficiente para nos deixar eternamente estendidos no chão.




Perguntas rápidas:

Um livro: “A História Interminável”

Um autor (a): J. R. R. Tolkien

Um actor ou actriz: Johnny Deep

Um filme: “Braveheart”

Um dia especial: De sol, numa ilha deserta e tropical. A sombra de um coqueiro, uma brisa marítima, areia fina e macia, uma cesta de maracujás frescos, um bom livro à direita e um caderno e uma caneta à esquerda.

Um desejo: Um Portal de volta para casa.



E um grande obrigado à Sandra Sousa. ^_^

domingo, 15 de janeiro de 2012

Noite da Alma - Um Olhar sobre a Simbologia I (Cap 1 - Cap 10)

Noite da Alma

- Um Olhar sobre a Simbologia I -

(Prefácio - Cap 10)


Para quem já teve a oportunidade de o abrir, certamente reparou que o Livro 'Noite da Alma' inicia cada um dos seus capítulos com a apresentação de um Símbolo Mágico. Estes Símbolos encontram-se fortemente ligados com os acontecimentos principais de cada capítulo, pretendendo-se que sejam a representação gráfica do ponto-chave ou da sensação global de cada uma das etapas da história.

Mas o que significam, na verdade, todos aqueles Símbolos?

Eis, então, o meu Dicionário de Símbolos ^_^


* Prefácio
– Símbolo: O Pentagrama


Este é um símbolo que data de há cerca de 3000 anos a.C., surgindo em escritos encontrados na Mesopotâmia.
Um pentagrama (do grego antigo πεντάγραμμος) é uma estrela composta por cinco rectas e cinco pontas. Trata-se de uma figura geométrica, dotada de vários significados, de acordo com as culturas e as épocas históricas da Humanidade.
Actualmente, os cinco vértices encontram-se, muitas vezes, associados aos cinco elementos:
- ύδωρ Hydor: Água
- Γαια Gaia: Terra
- ίδέα Idea ou ίερόν Hieron: “a Partícula Divina” ou Espírito
- έιλή Heile: Fogo
- άήρ Era: Ar
Muitas vezes, simboliza também os cinco sentidos ou as cinco chagas de Jesus Cristo, pelo que pode ser visto como um talismã de protecção contra demónios.
Como represente dos 5 elementos, o pentagrama é utilizado, habitualmente, em cerimónias de evocação dos espíritos elementais dos quatro quadrantes (direcções cardinais) no início de um ritual. Esta evocação tem como objectivo estabelecer uma ‘barreira’ protectora em torno dos participantes. O círculo que muitas vezes circunscreve o pentagrama é visto como a união harmoniosa dos 5 elementos.
O Pentagrama por si só expressa o domínio do Espírito sobre os Elementos da Natureza (a base da Magia), pelo que ao signo do Pentagrama chama-se igualmente Signo do Microcosmo, representando o que os rabinos cabalistas do Livro do Zohar (complemento místico do Torah, os cinco livros de Moisés) denominavam de Microprosopio.

Para informações mais detalhadas: AQUI e AQUI

è Ponte com ‘Noite da Alma’: Nenhuma em especial. Apenas que o Pentagrama é um dos meus Símbolos de Magia preferidos, pelo que o escolhi para a abertura do meu livro.



* Capítulo Primeiro
- Símbolo: Enxofre


É o símbolo alquímico do Enxofre, que é análogo à Alma Humana. Na Alquimia, o Enxofre representa o masculino, o quente e o seco, que complementa o Mercúrio (feminino, frio e húmido). Estes dois elementos eram considerados os pais de todos os metais.
Este símbolo é, ainda, utilizado por muitos seguidores de cultos satânicos, devido à sua adopção como emblema do Satanismo por Anton LaVey.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: A Evocação de Gabriel



* Capítulo Segundo
- Símbolo: Triquetra


A Triquetra é um símbolo tripartido composto por três Vesica Pisces entrelaçados, marcando assim a intercepção de três círculos.
Para os Cristãos é tido como o símbolo da Santa Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e por vezes visto como três peixes entrelaçados.
No entanto, a Triquetra é um símbolo com origens muito anteriores à Era Cristã, tendo sido utilizado pelo Celtas, como símbolo da Deusa (as três facetas da Deusa: Virgem, Mãe e Anciã), e pelos povos Vikings, como símbolo do Deus Odin.
Simboliza, ainda, as três facetas do Ser Humano em equilíbrio (Mente, Corpo e Alma), bem como, de acordo com as lendas celtas, os três domínios da Terra: terra, mar e céu.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: Tentando manter o equilíbrio que ameaça ser destruído.



* Capítulo Terceiro
- Símbolo: Suástica


A Suástica é uma das expressões da Cruz Solar, com os braços dobrados em ângulos rectos, simbolizando uma espiral ou o movimento rotacional.
O nome Suástica tem origem no Sânscrito, derivando de ‘su’, bem, e ‘vasti’, ser, formando ‘bem ser’ ou ‘bem-estar’.
Na Índia era usado como um talismã de boa sorte e fertilidade. Assim, caso a Suástica girasse para a direita, simbolizava o sol e a energia positiva, associada a Ganesh, Deus da prosperidade e da Saúde. Caso girasse para a esquerda, simbolizava as forças da escuridão da Deusa Kali. Juntos são vistos como um símbolo semelhante ao Yin-Yang.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: O início da mudança. Colocando em movimento…



* Capítulo Quarto
- Símbolo: O Homem no Labirinto


Este símbolo representa a viagem do Ser Humano, através da vida. Embora o desenho pareça um labirinto é, na verdade, um único percurso, com muitas curvas e viragens, as quais representam as escolhas que fazemos na nossa vida. O Centro é negro, visto que a viagem deverá ser feita da escuridão para a luz.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: Mari toma uma decisão-chave: aceitar o inevitável, e inicia o caminho que lhe foi destinado (o único caminho existente).



* Capítulo Quinto
- Símbolo: Ampulheta


A Ampulheta é um dos símbolos mais comuns do Tempo, embora prenda, no seu interior, a promessa da Vida, visto ser reversível (pode ser invertida e o tempo volta ao início). Por esse motivo, encontra-se muitas vezes associada á ressurreição, principalmente por entre as Ordens dos Freemasons e Rosacrucianos.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: Marca o passar do tempo em que uma nova rotina se instala.



* Capítulo Sexto
        - Símbolo: Cruz Solar (Cruz de Odin, a Roda de Taranis)


A Cruz Solar é, provavelmente, um dos símbolos espirituais mais antigos do mundo, surgindo um pouco por todo o lado - Ásia, América, Europa e Índia - desde o início da História da Humanidade.
Composto por uma cruz equilátera encerrada no interior de um círculo, representa o calendário solar: os movimentos do sol, marcando os solstícios. Por vezes, os equinócios também eram marcados, formando uma cruz de oito braços.
No budismo é conhecida como a Roda da Vida, Roda de Samsara, (perambulação) que determina o fluxo incessante de renascimentos através dos mundos.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: O renascer inconsciente dos sentimentos existentes entre Mari e Michael.



* Capítulo Sétimo
- Símbolo: O Olho de Horus e o Olho de Ra (Udjat e Wedjat)




O olho direito representa o Sol, encontrando-se associado ao Deus Ra.
O olho esquerdo representa a Lua e o Deus Toth. De acordo com a lenda, Seth arrancou o olho esquerdo a Horus, o qual lhe foi restituído através de artes mágicas por Thoth, Deus da Magia. Depois de o recuperar, algumas histórias dizem que Horus ofereceu o seu olho a Osíris, o que permitiu que esta divindade solar passasse a reinar sobre o submundo.
Os dois olhos juntos representam a Unidade Universal, semelhante ao conceito Taoista do Yin-Yang.
A nível espiritual, o olho direito reflecte o sol, a energia masculina a razão e a matemática. Por outro lado, o olho esquerdo encontra-se associado ao fluido, ao feminino, à energia lunar, à intuição e à magia. Juntos representam o poder transcendente.
No passado acreditava-se que o Olho de Horus era dotado de poderes de cura e protecção, sendo usado como amuleto de protecção e como instrumento medicinal, usando-se as proporções matemáticas do olho para se preparar poções e medicamentos.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: O primeiro choque entre a luz e as trevas, entre a lua e o sol, entre o bem e o mal. Por outro lado, a atracção entre as trevas e a luz.



* Capítulo Oitavo
- Símbolo: O Caçador de Sonhos


O que conhecemos actualmente como ubiquitous, "Caçador de Sonhos", era, originalmente, um talismã pequeno, feito de madeira de salgueiro, a qual era dobrada num círculo posteriormente preenchido por uma rede de fibras de plantas de modo a parecer-se com a teia de uma aranha.
Os primeiros Caçadores de Sonhos foram feitos pelos Ojibwa (Chippewa) e eram usados como talismãs de protecção para as crianças. Assim, a ‘teia de aranha’ prenderia no seu interior os espíritos negativos, causadores de doenças e pesadelos, protegendo as crianças. A negatividade apanhada na teia seria destruída pelo nascer do sol. De acordo com a maioria das fontes, os Caçadores de Sonhos originais eram feitos em honra de Asibikaasi, ou Aranha-mulher, cujas teias mágicas tinham o poder de prender o sol.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: O sonho acordado do dia passado na companhia de Michael.



* Capítulo Nono
- Símbolo: O Cálice


O Cálice é uma ferramenta essencial utilizada na Magia Ritual, representando o elemento água, a receptividade, a energia feminina e a forma.
Na Missa Católica, o Cálice é o recipiente onde se dá a transubstanciação pela qual o vinho é transformado no Sangue de Deus, ritual que teve origem na tradição hebraica de Kiddush, o qual representa a presença de Deus durante o Sabbat Judeu e na Páscoa dos Judeus.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: O Mari começa a mudar e a tornar-me mais receptiva ao novo mundo que a rodeia.



* Capítulo Décimo
- Símbolo: Hexagrama Unicursal


Este símbolo foi criado com o propósito de desenhar uma figura num único movimento, tal como acontece com outros polígonos mágicos, como é o caso do pentagrama.
O Hexagrama Unicursal foi adoptado e estilizado por Aleister Crowley, no início do século XX, sendo uma derivação do hexagrama habitualmente conhecido como “Estrela de David”. Simboliza o princípio oculto da balança em que o que está em cima é idêntico ao que está em baixo, a imparcialidade e o movimento contínuo. Simboliza ainda a União Divina.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: Embora em busca do equilíbrio, o movimento não cessa e os acontecimentos sucedem-se.


Continua...

Sophia C.*



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Entrevista a Sophia CarPerSanti - Escritora Portuguesa


Entrevista a Sophia CarPerSanti - Escritora Portuguesa



--> BLOG MORRIGHAN'


Boa tarde! Hoje apresento-vos mais uma escritora portuguesa que lançou há pouco tempo o seu primeiro livro - Noite da Alma. Conheçam a Sophia CarPerSanti!



Fala-nos um pouco sobre ti:
A maioria das pessoas que me conhece diz que sou meia extra-terrestre. :)
Os meus interesses pessoais abrangem mais áreas do que seria possível explorar numa vida inteira, o que faz com que me sinta, muitas vezes, incompleta ou insatisfeita.
O tempo nunca me chega para tudo o que gostaria de fazer, e por isso já fiz muitas coisas que depois tive de deixar, para dar lugar a outras. Gosto especialmente de aprender línguas invulgares, como o japonês, praticar desporto (tudo menos futebol >_>) e vibro com praticamente todas as actividades que envolvam música.
Nos meus tempos livres gosto de viajar, desenhar, pintar (especialmente a óleo), fazer artesanato e, claro, ler (sou uma leitora compulsiva desde pequena). No entanto, o que me dá mais prazer é, sem sombra de dúvida, escrever. Adoro mergulhar nos mundos que crio e deixar-me surpreender pelas coisas fantásticas e surpreendentes que vejo desenrolarem-se à minha frente. É a escrever que me sinto verdadeiramente realizada e a única coisa que lamento é, por vezes, faltarem-me as palavras adequadas para passar para o papel as coisas maravilhosas que acontecem, nesses outros lugares distantes.


Qual o teu estilo e ritmo de escrita:
O meu ritmo de escrita... Ora aí está uma pergunta que nunca me tinham feito.
Bem, em primeiro lugar surge a ideia, a qual pode assaltar-me nos momentos mais inesperados. Contudo, tenho vindo a reparar, que o banho, é um momento bastante propício para este tipo de... iluminação. :)
A partir do momento em que a ideia se instala no meu cérebro tenho obrigatoriamente de me agarrar a qualquer coisa que escreva. E, quando digo obrigatoriamente, é porque é mesmo assim. Estas ideias súbitas são coisinhas bem prepotentes... e se não lhes dou voz começo, verdadeiramente, a ficar meio maluca. 
É então que começo a escrever. Se tiver tempo disponível para isso, escrevo desde que acordo até que me deito e, no espaço de 2 meses, tenho um livro escrito. Infelizmente, isso só é possível quando estou de férias. Por isso, lá carrego com o computador para onde quer que vá, de modo a aproveitar todos os tempinhos que consiga arranjar durante o dia. Como fico meio obcecada com a história, mesmo quando não estou a escrever o meu cérebro está sempre a construir cenas e a repeti-las na minha cabeça, ao ponto de acabar por sonhar com os meus personagens. No entanto, quando as passo para o computador, acabam sempre por acontecer coisas inesperadas e, quando dou conta, até escrevi cenas que não estavam nada planeadas. :) Daí que escrever seja, para mim, uma aventura tão interessante e cativante.
Enquanto escrevo, vou fazendo anotações à parte, com características, nomes, datas, linhas temporais e calendários, para não me perder no tempo. Quando estou a escrever Fantasia, crio mapas, dicionários de outras línguas e desenho edifícios, como palácios e torres de magia. Cheguei, inclusive, a desenhar e a pintar muitos dos meus personagens.
Quando a história finalmente chega ao fim, inicia-se o processo mais demorado e, na minha opinião, mais cansativo: ler, rever e cortar. Revejo os meus manuscritos muitas vezes, pelo que levo mais tempo nesta fase do que na fase de criação, propriamente dita.
Quanto ao estilo… só escrevo Fantasia e Ficção. Adoro livros complexos, que misturem muitos acontecimentos ao mesmo tempo, pelo que tive de aprender a controlar um pouco a tendência para complicar as minhas histórias. Isto porque histórias complexas resultam, em geral, em manuscritos demasiado extensos e que acabam por cansar a maioria das pessoas.
Comecei por escrever Poesia. Depois, quando passei para a Prosa, escrevi Fantasia Épica, e, ultimamente, tenho escrito Romances Sobrenaturais. No entanto, todos os meus livros têm de ter, obrigatoriamente, magia, romance e uma certa pitada de drama.


Quais as tuas influências:
A minha maior influência foi Tolkien. Li o Senhor dos Anéis quando tinha 13 anos, numa altura em que os livros de Fantasia, em Portugal, ainda eram escassos. Nesse momento, foi como se, de repente, tivesse descoberto um mundo novo. Li e reli aqueles 3 livros mais vezes do que sou capaz de me recordar. Ao ponto de chegar mesmo a criar um dicionário de Quenya e Sindarin. :) E talvez por isso, as minhas primeiras aventuras no mundo da escrita tenham seguido um pouco o estilo Épico.
A colecção ‘Gaea’, no entanto, já foge bastante a esse registo e, para além de, como é óbvio, ter sofrido a influência dos muitos livros que li, tem como base as minhas explorações no mundo do Oculto. Nele misturam-se conceitos como a Reencarnação, a Evolução das Almas Humanas, a existência de Dimensões Paralelas, e a visão da Terra como um Ser Vivo, com um corpo e uma vontade própria, infelizmente incompreensível para nós: Gaia ou Gaea. Mistura ainda outras áreas que gosto de explorar, como a Religião, a Mitologia, as Artes Divinatórias e, por último, a Magia, a qual estudei a fundo, nas suas diferentes vertentes.


O que te levou a escrever na área do sobrenatural?
Como já disse, os primeiros manuscritos que desenvolvi são do estilo Fantasia Épica. No entanto, o mundo em que a história se desenrola é, claramente, fictício, ou pelo menos, impossível de existir no nosso mundo. O mesmo já não acontece com livros como ‘Noite da Alma’.
O sobrenatural tem um potencial de realidade que me agrada bastante, deixando-nos sempre com aquela sensação de que, se calhar, algures no nosso mundo, aqueles seres até existem. :) Quem sabe…? Os livros que escrevo estão classificados como Fantasia. Eu mesma admito que criei aqueles personagens e aquelas dimensões. Mas talvez haja algo de verdade, no meio da ficção. Até pode ser que tudo aquilo seja verdade, mas que o segredo tenha de ser mantido… Aliás, a Lex Regis diz claramente que os Humanos não podem ter conhecimento da existência destes outros seres, sob risco de a sua presença, entre nós, poder influenciar a nossa Evolução; como aliás aconteceu no Passado, no tempo em que aqueles a quem chamamos deuses ainda interagiam directamente com o mundo humano.
A possibilidade de esta sombra de dúvida poder existir é exactamente o que me levou a escrever na área do sobrenatural. :)


Como foi o caminho até à publicação deste teu primeiro romance? Tiveste muitas dificuldades em publicar? Fala-nos um pouco sobre este processo.
Dificuldades… muitas. Aliás, basta ver que ‘Noite da Alma’ foi escrito em 2008 e só agora foi editado. E não, não esteve fechado na gaveta à espera que me enchesse de coragem para o enviar para as Editoras.
Ao contrário dos meus outros livros, escrevi ‘Noite da Alma’ para ser publicado, e foi o que tentei fazer nestes últimos 3 anos. Não vou mentir. Recebi muitas recusas e ainda mais silêncios, de editoras que nunca chegaram a responder-me. Editar um livro em Portugal é muito difícil, principalmente se não se é conhecido. E o meu livro tem, logo à partida, uma grande desvantagem: é muito extenso, o que implica um investimento de edição relativamente elevado, para um livro que ninguém tem a certeza de vir a vingar, no mercado livreiro.
Depois de muitas recusas, em 2010, resolvi fazer uma edição de autor. Era isso ou colocar o manuscrito online, para download gratuito. Comecei a informar-me acerca de preços, disposta a investir neste sonho. No entanto, o maior problema de uma edição de autor é a distribuição e, mesmo as distribuidoras que aceitam livros sem a chancela de uma editora são consideravelmente caras e não nos garantem uma distribuição nacional.
Foi então que me falaram de uma editora e da possibilidade de uma co-edição. Como estava, à partida, disposta a investir neste projecto, aceitei. Nada correu como devia. Os prazos não foram cumpridos e, em Junho de 2011, o livro, que devia ter sido editado em Março, ainda não tinha saído. Não obstante, começaram a surgir outras exigências, as quais me desagradaram bastante. Por isso, a edição foi suspensa e regressei à ideia inicial de fazer uma edição de autor. Contudo, antes de partir para essa solução, resolvi tentar uma vez mais que o manuscrito fosse aceite pelas editoras.
Por incrível que pareça, no meio de tantos envios, nunca tinha batido à porta da Chiado Editora. Daí que mal pude acreditar quando recebi um e-mail a dizer que, depois de terem realizado a análise literária e comercial da minha obra, tinham uma proposta de edição a apresentar-me. O que levara quase 1 ano a ser feito pela outra editora, e nunca chegou a ser concluído, foi despachado em coisa de meses e, finalmente, ‘Noite da Alma’ foi lançado no dia 17 de Dezembro. :)


Tens tido feedback dos teus leitores? Como é que gostas de interagir com eles?
Tenho tido feedbacks, sim. Na maioria, e para minha alegria, bastante positivos. É claro que há quem se queixe da extensão do livro, que tem cerca de 760 páginas, mas isso já era de esperar. Tenho perfeita consciência de que escrevo demais e de que tenho dificuldade em ser sintética. :) Por outro lado, os devoradores de livros, dizem-me que 760 páginas é muito bom e até já me perguntam pelo segundo volume. ^_^ Para falar a verdade, tenho tido muito mais opiniões positivas do que esperei. É claro que acho o meu livro interessante (ou não o teria escrito) mas quando me dizem coisas como “é viciante” fico mesmo muito satisfeita.
Na interacção com os meus leitores… Se possível, gosto de interagir directamente com eles, de falar e ouvir opiniões, tanto positivas como negativas e, em especial, se forem construtivas. Sei que agora sou ‘a escritora’ mas sinto-me mais como se fosse mais uma leitora. Aliás, foi por gostar tanto de ler que, um dia, me passou pela cabeça a ideia maluca de tentar escrever, também. Por isso, não me importo nada de discutir o meu livro com quem o leu, mesmo que o leitor nem tenha gostado por aí além do que escrevi. Penso que os livros são como as obras de arte: há quem deteste, quem lhes seja indiferente, quem goste, e quem os sinta de forma diferente, como se determinado livro falasse directamente connosco.
Projectos Futuros:
Escrever!! :) Isso é algo que jamais poderei deixar de fazer, mesmo que não edite mais nenhuma obra. Aliás, é por isso mesmo que já existem mais 2 livros escritos, dentro da colecção ‘Gaea’, isto para não falar dos 4 manuscritos de Fantasia Épica que se enquadram na colecção ‘A Gema de Ominium’. Mesmo com todas as recusas da parte das editoras, não fui capaz de deixar de escrever, e continuei a produzir.
De momento, encontro-me a escrever ‘Sombra Branca’, da colecção ‘Gaea’ e por isso, como é óbvio, um dos meus projectos futuros é terminar esta obra (o que tem sido difícil de conseguir, uma vez que me encontro a concluir o Mestrado Integrado em Psicologia e as obrigações estudantis roubam-me muito tempo).
Outro projecto será a edição de ‘Tempo da Alma’, o segundo livro desta colecção.


Onde é que os teus leitores de podem encontrar? (online)
A forma mais directa é, provavelmente, via e-mail (sophia.carpersanti@gmail.com) ou no Facebook (http://www.facebook.com/sophia.carpersanti).
Existe ainda o Site Oficial (http://carpersanti.net/Gaea/) e o meu Blog (http://sophia-carpersanti.blogspot.com/)
A minha vertente mais artística anda por aqui: http://silvareiel.deviantart.com/
De resto, encontro-me ligada às seguintes Redes Sociais:
Twiter: https://twitter.com/#!/carpersanti
Google+: https://plus.google.com/u/0/102638817506482515972/posts
Linkedin: http://www.linkedin.com/profile/edit?trk=hb_tab_pro_top
Myspace: http://www.myspace.com/516044891

E a pergunta da praxe: o que achas do blog Morrighan?
Adoro este blog! Para falar a verdade, já aqui tinha vindo parar noutras ocasiões, há cerca de 2 anos, atraída pelos artigos sobre Druidismo e sobre as Celebrações Pagãs. Para falar a verdade, nessa altura, a vertente mais literária deste simpático espaço passou-me completamente despercebida. Quando navego na internet, numa das minhas pesquisas, centro-me bastante no que quero encontrar. Mas recordo-me de ter passado horas a ler posts e de achar que, finalmente, tinha encontrado um site português, rico e rigoroso, sobre estes assuntos. Foi através do Facebook que me apercebi de que havia muito mais a dizer sobre o ‘blog Moorrighan’ e, desde então, tenho seguido atentamente todos os updates. Gosto especialmente da variedade de obras e de autores que são apresentados e, em especial, da forma clara e cativante com que todos os artigos são escritos.



A sua Obra:
Sinopse: "Duvido de mim mesma e de todos os meus sentidos. No entanto, a realidade que me rodeia é inegável, e sou incapaz de deixar de o sentir em todos os lugares, a todo o instante."

E se... num passo de Magia, fosse possível evocar um ser de outra dimensão capaz de realizar o mais profundo dos nossos desejos?

"Se ao menos fosse assim tão fácil... pessoas como eu jamais teriam de passar pela vergonha e pela dor que tivera de passar, naquela manhã", pensou Mari, enquanto folheava o estranho e pesado livro de encantamentos e fórmulas mágicas. E no entanto, um portal aberto é sempre uma passagem, e ninguém pode controlar quem, ou o que poderá passar por essa porta...
"E assim o meu mundo, permanentemente imóvel e suspenso no espaço e no tempo, caiu da Roda do Destino e tombou nas águas tempestuosas de mares desconhecidos."
Irremediavelmente atraída pela Luz que a protege... e fatalmente fascinada pelas Trevas que a rodeiam, Mari luta desesperadamente por resistir ao turbilhão que a ameaça engolir a qualquer momento. Enredada na dualidade do Destino, vê-se frente a uma batalha pela sobrevivência, ao encontro do desejo mais simples e mais almejado de toda a Humanidade: ser feliz.


Obrigada pela disponibilidade e simpatia Sophia!