Noite da Alma - Booktrailer

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Vesica Piscis


Vesica Piscis



Introdução

O Símbolo Vesica Piscis tem como base a intersecção de dois círculos com a mesma medida de diâmetro, que se intersecionam de forma a que o centro de cada circulo se encontre sobre a linha da circunferência do outro.


Este desenho geométrico, também apelidado de mandorla, pode ser encontrado em diversas obras artísticas da antiguidade, sendo uma das mais conhecida de todas o trabalho que ornamenta a cobertura do Poço Sagrado de Glastonbury, nos Jardins do Chalice Well, em Inglaterra.
Trata-se de um símbolo que pode ser considerado como um arquétipo de todas as formas de existência do Mundo Imanente – Mundo Criado, sendo um desenho simbólico composto por um ovóide vertical, com dois vértices em suas extremidades, lembrando o desenho esquemático de um peixe e também de uma bolsa de ar que os peixes têm no abdómen e destinada a facilitar a flutuação, de onde deriva o seu nome latim Vesica (vesícula) Piscis (peixe).
A Vesica Piscis é o símbolo que constitui a base da Geometria Sagrada e de inúmeros outros símbolos, tratando-se assim de um desenho representativo da manifestação do próprio Universo; uma forma que resulta da intersecção de dois círculos perfeitos.


Os princípios da Geometria que se encontra na base desta forma, e das formas que a Vesica Piscis é capaz de produzir, foram registados numa série de teoremas criados pelo matemático grego Euclides, por volta de 300 aC. Um dos primeiros princípios refere-se ao processo de dividir uma linha recta em duas partes iguais. Assim, partindo de uma linha AB, desenha-se dois círculos de igual diâmetro, um círculo em cada ponta da linha, de modo que eles se sobreponham. O desenho de uma linha vertical entre os pontos C e D vai dividir em duas partes a linha AB, em duas partes de comprimentos iguais.

A área resultante da sobreposição dos dois círculos é conhecida como a Vesica, contendo em si, e de forma implícita, outras expressões geométricas constantes. Por exemplo, o ponto ABC forma sempre um ângulo de 60º, o ponto BCA um ângulo de 90º e o ponto CAB um de 30º. Como tal, prolongando as rectas resultantes da união dos pontos AB, e unindo os resultantes na base, ficamos perante um triangulo equilátero.


Desta forma, e com base numa simples construção geométrica, os nossos antepassados eram capazes de produzir, com considerável precisão, as três formas geométricas mais usadas em construção: o círculo, o quadrado e o triângulo equilátero, os últimos dois derivados da forma básica, o círculo.

O conhecimento do potencial prático da Vesica Piscis foi de considerável utilidade para os construtores dos tempos antigos, pois permitia que dispositivos para a medição de ângulos de 30, 60 e 90 graus fossem desenvolvidos no local, evitando ter de os transportar de um lado para o outro. De igual modo, muitas dos projectos para a construção de igrejas e monumentos importantes tiveram a sua origem nos princípios geométricos do Vesica Piscis.


O Simbolismo

A Vesica Piscis tem sido assunto de muitos estudos místicos, através dos diversos períodos da Historia, sendo visto como um símbolo relevante pela Maçonaria e por algumas formas da Kabbalah.
Na arte Cristã, algumas Aurelas apresentam a forma vertical do Vesica Piscis, sendo que esta é muitas vezes utilizada para emoldurar os selos das organizações eclesiásticas, substituindo o tradicional círculo.

      

No seio da tradição do Chalice Well, a Vesica Piscis que ornamenta a cobertura do Poço Sagrado representa a comunhão, a partilha de visão, a compreensão mútua entre dois iguais e a união do Universo Celeste ao Universo Terreno.
Conta a lenda que foi em Glastonbury que José de Arimateia enterrou o Santo Graal, a taça por onde Jesus Cristo bebeu na Última Ceia e que, ao fazê-lo, brotou no local, uma Fonte sagrada. As águas dessa fonte têm cor verme, alusiva ao sangue de Cristo, sendo que são vistas por muitos com essência de vida, uma dádiva da Mãe Terra e um símbolo da Vida Eterna. As suas propriedades curativas são bem conhecidas, o que leva a que muitos se desloquem ao local em peregrinação, para desfrutar desta bênção da Natureza.


E por isso, na tampa do Poço Sagrado, encontra-se representada a Vesica Piscis, cujo raio matemático do áxis é a Raiz de Três, que simboliza a União Trina:
. Três Mundos da Criação: O Submundo, o Além e, onde estes se interceptam, o Mundo de Superfície, onde a vida habita, o mundo material a que chamamos Terra.
. A Santa Trindade: O Pai no Céu, a Virgem Mãe na Terra, e, da união de ambos, o Filho que veio ao Mundo para estabelecer a Aliança Sagrada entre a O Pai do Céu e os Homens da Terra.
. A Trindade da Energia Feminina: A Donzela/Amante, a Mãe que dá vida e a Anciã/Mãe Negra e fonte de Sabedoria.
A Vesica Piscis é, assim, um símbolo sagrado e ancião, usado tanto por Pagãos como por Cristãos, encontrando-se também associado à Geometria Sagrada, à Energia Universal, à União da Dualidade e à Cura.


- Sophia C.*

domingo, 15 de janeiro de 2012

Noite da Alma - Um Olhar sobre a Simbologia I (Cap 1 - Cap 10)

Noite da Alma

- Um Olhar sobre a Simbologia I -

(Prefácio - Cap 10)


Para quem já teve a oportunidade de o abrir, certamente reparou que o Livro 'Noite da Alma' inicia cada um dos seus capítulos com a apresentação de um Símbolo Mágico. Estes Símbolos encontram-se fortemente ligados com os acontecimentos principais de cada capítulo, pretendendo-se que sejam a representação gráfica do ponto-chave ou da sensação global de cada uma das etapas da história.

Mas o que significam, na verdade, todos aqueles Símbolos?

Eis, então, o meu Dicionário de Símbolos ^_^


* Prefácio
– Símbolo: O Pentagrama


Este é um símbolo que data de há cerca de 3000 anos a.C., surgindo em escritos encontrados na Mesopotâmia.
Um pentagrama (do grego antigo πεντάγραμμος) é uma estrela composta por cinco rectas e cinco pontas. Trata-se de uma figura geométrica, dotada de vários significados, de acordo com as culturas e as épocas históricas da Humanidade.
Actualmente, os cinco vértices encontram-se, muitas vezes, associados aos cinco elementos:
- ύδωρ Hydor: Água
- Γαια Gaia: Terra
- ίδέα Idea ou ίερόν Hieron: “a Partícula Divina” ou Espírito
- έιλή Heile: Fogo
- άήρ Era: Ar
Muitas vezes, simboliza também os cinco sentidos ou as cinco chagas de Jesus Cristo, pelo que pode ser visto como um talismã de protecção contra demónios.
Como represente dos 5 elementos, o pentagrama é utilizado, habitualmente, em cerimónias de evocação dos espíritos elementais dos quatro quadrantes (direcções cardinais) no início de um ritual. Esta evocação tem como objectivo estabelecer uma ‘barreira’ protectora em torno dos participantes. O círculo que muitas vezes circunscreve o pentagrama é visto como a união harmoniosa dos 5 elementos.
O Pentagrama por si só expressa o domínio do Espírito sobre os Elementos da Natureza (a base da Magia), pelo que ao signo do Pentagrama chama-se igualmente Signo do Microcosmo, representando o que os rabinos cabalistas do Livro do Zohar (complemento místico do Torah, os cinco livros de Moisés) denominavam de Microprosopio.

Para informações mais detalhadas: AQUI e AQUI

è Ponte com ‘Noite da Alma’: Nenhuma em especial. Apenas que o Pentagrama é um dos meus Símbolos de Magia preferidos, pelo que o escolhi para a abertura do meu livro.



* Capítulo Primeiro
- Símbolo: Enxofre


É o símbolo alquímico do Enxofre, que é análogo à Alma Humana. Na Alquimia, o Enxofre representa o masculino, o quente e o seco, que complementa o Mercúrio (feminino, frio e húmido). Estes dois elementos eram considerados os pais de todos os metais.
Este símbolo é, ainda, utilizado por muitos seguidores de cultos satânicos, devido à sua adopção como emblema do Satanismo por Anton LaVey.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: A Evocação de Gabriel



* Capítulo Segundo
- Símbolo: Triquetra


A Triquetra é um símbolo tripartido composto por três Vesica Pisces entrelaçados, marcando assim a intercepção de três círculos.
Para os Cristãos é tido como o símbolo da Santa Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e por vezes visto como três peixes entrelaçados.
No entanto, a Triquetra é um símbolo com origens muito anteriores à Era Cristã, tendo sido utilizado pelo Celtas, como símbolo da Deusa (as três facetas da Deusa: Virgem, Mãe e Anciã), e pelos povos Vikings, como símbolo do Deus Odin.
Simboliza, ainda, as três facetas do Ser Humano em equilíbrio (Mente, Corpo e Alma), bem como, de acordo com as lendas celtas, os três domínios da Terra: terra, mar e céu.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: Tentando manter o equilíbrio que ameaça ser destruído.



* Capítulo Terceiro
- Símbolo: Suástica


A Suástica é uma das expressões da Cruz Solar, com os braços dobrados em ângulos rectos, simbolizando uma espiral ou o movimento rotacional.
O nome Suástica tem origem no Sânscrito, derivando de ‘su’, bem, e ‘vasti’, ser, formando ‘bem ser’ ou ‘bem-estar’.
Na Índia era usado como um talismã de boa sorte e fertilidade. Assim, caso a Suástica girasse para a direita, simbolizava o sol e a energia positiva, associada a Ganesh, Deus da prosperidade e da Saúde. Caso girasse para a esquerda, simbolizava as forças da escuridão da Deusa Kali. Juntos são vistos como um símbolo semelhante ao Yin-Yang.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: O início da mudança. Colocando em movimento…



* Capítulo Quarto
- Símbolo: O Homem no Labirinto


Este símbolo representa a viagem do Ser Humano, através da vida. Embora o desenho pareça um labirinto é, na verdade, um único percurso, com muitas curvas e viragens, as quais representam as escolhas que fazemos na nossa vida. O Centro é negro, visto que a viagem deverá ser feita da escuridão para a luz.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: Mari toma uma decisão-chave: aceitar o inevitável, e inicia o caminho que lhe foi destinado (o único caminho existente).



* Capítulo Quinto
- Símbolo: Ampulheta


A Ampulheta é um dos símbolos mais comuns do Tempo, embora prenda, no seu interior, a promessa da Vida, visto ser reversível (pode ser invertida e o tempo volta ao início). Por esse motivo, encontra-se muitas vezes associada á ressurreição, principalmente por entre as Ordens dos Freemasons e Rosacrucianos.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: Marca o passar do tempo em que uma nova rotina se instala.



* Capítulo Sexto
        - Símbolo: Cruz Solar (Cruz de Odin, a Roda de Taranis)


A Cruz Solar é, provavelmente, um dos símbolos espirituais mais antigos do mundo, surgindo um pouco por todo o lado - Ásia, América, Europa e Índia - desde o início da História da Humanidade.
Composto por uma cruz equilátera encerrada no interior de um círculo, representa o calendário solar: os movimentos do sol, marcando os solstícios. Por vezes, os equinócios também eram marcados, formando uma cruz de oito braços.
No budismo é conhecida como a Roda da Vida, Roda de Samsara, (perambulação) que determina o fluxo incessante de renascimentos através dos mundos.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: O renascer inconsciente dos sentimentos existentes entre Mari e Michael.



* Capítulo Sétimo
- Símbolo: O Olho de Horus e o Olho de Ra (Udjat e Wedjat)




O olho direito representa o Sol, encontrando-se associado ao Deus Ra.
O olho esquerdo representa a Lua e o Deus Toth. De acordo com a lenda, Seth arrancou o olho esquerdo a Horus, o qual lhe foi restituído através de artes mágicas por Thoth, Deus da Magia. Depois de o recuperar, algumas histórias dizem que Horus ofereceu o seu olho a Osíris, o que permitiu que esta divindade solar passasse a reinar sobre o submundo.
Os dois olhos juntos representam a Unidade Universal, semelhante ao conceito Taoista do Yin-Yang.
A nível espiritual, o olho direito reflecte o sol, a energia masculina a razão e a matemática. Por outro lado, o olho esquerdo encontra-se associado ao fluido, ao feminino, à energia lunar, à intuição e à magia. Juntos representam o poder transcendente.
No passado acreditava-se que o Olho de Horus era dotado de poderes de cura e protecção, sendo usado como amuleto de protecção e como instrumento medicinal, usando-se as proporções matemáticas do olho para se preparar poções e medicamentos.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: O primeiro choque entre a luz e as trevas, entre a lua e o sol, entre o bem e o mal. Por outro lado, a atracção entre as trevas e a luz.



* Capítulo Oitavo
- Símbolo: O Caçador de Sonhos


O que conhecemos actualmente como ubiquitous, "Caçador de Sonhos", era, originalmente, um talismã pequeno, feito de madeira de salgueiro, a qual era dobrada num círculo posteriormente preenchido por uma rede de fibras de plantas de modo a parecer-se com a teia de uma aranha.
Os primeiros Caçadores de Sonhos foram feitos pelos Ojibwa (Chippewa) e eram usados como talismãs de protecção para as crianças. Assim, a ‘teia de aranha’ prenderia no seu interior os espíritos negativos, causadores de doenças e pesadelos, protegendo as crianças. A negatividade apanhada na teia seria destruída pelo nascer do sol. De acordo com a maioria das fontes, os Caçadores de Sonhos originais eram feitos em honra de Asibikaasi, ou Aranha-mulher, cujas teias mágicas tinham o poder de prender o sol.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: O sonho acordado do dia passado na companhia de Michael.



* Capítulo Nono
- Símbolo: O Cálice


O Cálice é uma ferramenta essencial utilizada na Magia Ritual, representando o elemento água, a receptividade, a energia feminina e a forma.
Na Missa Católica, o Cálice é o recipiente onde se dá a transubstanciação pela qual o vinho é transformado no Sangue de Deus, ritual que teve origem na tradição hebraica de Kiddush, o qual representa a presença de Deus durante o Sabbat Judeu e na Páscoa dos Judeus.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: O Mari começa a mudar e a tornar-me mais receptiva ao novo mundo que a rodeia.



* Capítulo Décimo
- Símbolo: Hexagrama Unicursal


Este símbolo foi criado com o propósito de desenhar uma figura num único movimento, tal como acontece com outros polígonos mágicos, como é o caso do pentagrama.
O Hexagrama Unicursal foi adoptado e estilizado por Aleister Crowley, no início do século XX, sendo uma derivação do hexagrama habitualmente conhecido como “Estrela de David”. Simboliza o princípio oculto da balança em que o que está em cima é idêntico ao que está em baixo, a imparcialidade e o movimento contínuo. Simboliza ainda a União Divina.
è Ponte com ‘Noite da Alma’: Embora em busca do equilíbrio, o movimento não cessa e os acontecimentos sucedem-se.


Continua...

Sophia C.*



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O MISTÉRIO DA GRANDE PIRÂMIDE I


O MISTÉRIO DA GRANDE PIRÂMIDE I

QUEÓPS - Segredos e Utilidades


Quéops e As Pirâmides de Gizé

https://lh3.googleusercontent.com/-2xq0lsa9oHc/Tws4gO-TsWI/AAAAAAAAAmA/XE8LHsagirg/s504/Nova%252520imagem.png


https://lh5.googleusercontent.com/-kKn4H9TzN1M/Tws4f8rqbpI/AAAAAAAAAmI/TnbA0exBAE0/s412/Nova%252520imagem%252520%2525281%252529.pngA palavra Pirâmide vem do grego "pyr", que quer dizer "fogo" e "amid", que significa "no centro".
As únicas de entre as chamadas 7 maravilhas do Mundo Antigo que ainda persistem na actualidade são a Pirâmides de Gizé, grupo de três pirâmides denominadas de Kufu (ou Queóps), Quéfren e Menkaure (ou Miquerinos) - pai, filho e neto.



Destas três a maior e mais misteriosa de todas é Grande Pirâmide, ou Pirâmide de Quéops, que localizada no Egipto fica a aproximadamente 10 milhas da cidade do Cairo.



https://lh6.googleusercontent.com/-yw6JRv_hggo/Tws4ezL3VSI/AAAAAAAAAlo/p7TFGdJqzC8/s317/Nova%252520imagem%252520%2525283%252529.pngA Pirâmide de Quéops (ou Khufu), diz-se ter sido construída para ser a tumba do Faraó Quéops da quarta dinastia, cujo reinado se estendeu de 2551 a 2528 a.C., e sendo a maior das três sua altura era de 146,6 metros, pelo que actualmente é de 137,16 m com uma massa de 31.200.000 toneladas.

https://lh4.googleusercontent.com/-ga9IQjrqR-0/Tws4eFg0a_I/AAAAAAAAAlk/_orBtanTqdA/s346/Nova%252520imagem%252520%2525284%252529.pngSabe-se que era externamente revestida com pedra calcária polida, o que a fazia brilhar quando a luz do sol incidia tornando-a visível a quilómetros de distancia. Tal revestimento foi saqueado há séculos, sendo que apenas uma fracção dele sobrou, no topo da construção.
Foi durante milénios a construção mais alta já feita pelo homem, e só foi superada com a construção da torre de Lincoln (uma torre de Igreja), em 1311, que tinha 159 metros de altura. Porém esta torre foi destruída em 1549, pelo que depois disto a Grande Pirâmide só voltou a ser superada em 1889, com a inauguração da Torre Eiffel.


https://lh4.googleusercontent.com/-Mc4LK001exI/Tws4d7j5qmI/AAAAAAAAAlw/Jfgtko4OBkA/s436/Nova%252520imagem%252520%2525285%252529.pngSabedoria e Segredos

No entanto, para além de sua localização e história mais moderna muito pouco mais se sabe a seu respeito. A afirmação de que ela teria sido construída para servir de câmara mortuária para o Faraó não tem grande sustentação, porque nunca foram encontrados múmias ou tesouros no seu interior. Então, como foi construída? E com que intenção? Até hoje ninguém conseguiu encontrar uma explicação convincente para os mistérios que envolvem a Grande Pirâmide.

Alguns estudiosos defendem a ideia de que ela teria sido erguida como instrumento e local de iniciação.

Projectada com base numa geometria hermética, demonstra uma sabedoria que ainda não atingimos. A Pirâmide de Quéops encontra-se orientada para os quatro pontos cardeais, limitando o Delta do Nilo (local onde orio Nilo desagua no mar Mediterrâneo através de vários canais) geometricamente com o prolongamento das duas diagonais e dividindo-o em duas partes iguais seguindo o eixo da pirâmide, ou seja: medindo a vara egípcia 0,525 metros, o lado da base da pirâmide tem 440 varas e a sua altura é de 280 varas.

https://lh4.googleusercontent.com/-HNerHtMQG6g/Tws4dDOYTzI/AAAAAAAAAlg/B2Urmg2hXiQ/s505/Nova%252520imagem%252520%2525286%252529.png
Existem duas hipóteses para a origem dos 2.600.000 blocos gigantescos que formam a Pirâmide. Uma é a de que eles foram recortados das várias pedreiras, lapidados, transportados através de barcos no rio Nilo, e colocados e unidos com exacta precisão milimétrica. Outra hipótese diz que estas pedras eram sintéticas.Na verdade, tecnicamente, não somos capazes de polir e montar os blocos de calcário e granito com a perfeição com que eles formam as suas paredes. E como foram transportados, se alguns pesam até 70 toneladas?

Tudo parece indicar a participação de uma civilização mais avançada, ou de seres dotados de inteligência privilegiada. Se não observemos a precisão desta espectacular construção:

* Ao invadir o Egipto, Napoleão Bonaparte pediu a seus técnicos que traçassem o mapa do país conquistado. Tomando a Grande Pirâmide como meridiano para marcar longitudes, eles descobriram que:
a. O meridiano escolhido passava exactamente na região do Delta do Rio Nilo, dividindo todo o baixo Egipto em duas partes iguais.
https://lh3.googleusercontent.com/-qQifnPeRCqc/Tws4cmtdjyI/AAAAAAAAAlM/QQe5z9ufutY/s409/Nova%252520imagem%252520%2525287%252529.png
- Queóps divide o Alto do Baixo Egipto-

b. Duas linhas diagonais, perpendiculares entre si, a partir da Pirâmide, delimitam toda região do Delta do Nilo.
https://lh5.googleusercontent.com/-G8at2TmhN8w/Tws4cmMniiI/AAAAAAAAAlE/UVVobYt9i34/s415/Nova%252520imagem%252520%2525288%252529.png
- O Delta do Rio Nilo delimitado pelas linhas que, tendo ambas 160 milhas de comprimento vão ao encontro, respectivamente, das cidades de Alexandria e Porto Said-

c. A posição geográfica da Pirâmide pode ser utilizada como meridiano central do globo terrestre, sendo sua localização a longitude zero natural do mundo. A superfície das terras compreendidas a leste da Pirâmide é igual à superfície de terras a oeste.
https://lh6.googleusercontent.com/-Zy5TbXasysg/Tws4cQAhN0I/AAAAAAAAAk8/PvXza_nPnjM/s504/Nova%252520imagem%252520%2525289%252529.png
- Queóps e a longitude Zero Terrestre-

d. Os quatro lados inclinados da Grande Pirâmide estão alinhados com os quatro pontos cardeais da bússola.
https://lh4.googleusercontent.com/-3IqwmqGX7hA/Tws4blieS1I/AAAAAAAAAk0/js15n7wkZr8/s445/Nova%252520imagem%252520%25252810%252529.png"
- Cada lado da pirâmide aponta na direcção de um ponto cardial-

* O teorema de Pitágoras e de Hidarco, que surgiram apenas nos séculos II. e V A.C. respectivamente, entram nos cálculos da Pirâmide, assim como o próprio valor de Pi (3,1416), quando suas aplicações no Egipto datam de 1700 A.C., bem após a sua construção.

* Sabe-se ainda que as principais câmaras da pirâmide se encontram direccionadas para algumas das constelações mais importantes.
https://lh3.googleusercontent.com/-xzHCTAEBHOQ/Tws4bl8BzeI/AAAAAAAAAk4/nofkuMgIOCk/s504/Nova%252520imagem%252520%25252811%252529.png
* A inclinação de 51º 51' da Pirâmide corresponde à mesma das aproximadamente 60.000 células piramidais do nosso sistema nervoso central.
https://lh6.googleusercontent.com/-p1WjgyD8Plc/Tws4buZQtxI/AAAAAAAAAkw/Jqr_DmnMCXM/s238/Nova%252520imagem%252520%25252812%252529.png
- A amarelo as células piramidais do Sistema Nervoso Central –

Continua…

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vesica Piscis

Vesica Piscis



Introdução

O Símbolo Vesica Piscis tem como base a intersecção de dois círculos com a mesma medida de diâmetro, que se intersecionam de forma a que o centro de cada circulo se encontre sobre a linha da circunferência do outro.
Este desenho geométrico, também apelidado de mandorla, pode ser encontrado em diversas obras artísticas da antiguidade, sendo uma das mais conhecida de todas o trabalho que ornamenta a cobertura do Poço Sagrado de Glastonbury, nos Jardins do Chalice Well, em Inglaterra.

Trata-se de um símbolo que pode ser considerado como um arquétipo de todas as formas de existência do Mundo Imanente – Mundo Criado, sendo um desenho simbólico composto por um ovóide vertical, com dois vértices em suas extremidades, lembrando o desenho esquemático de um peixe e também de uma bolsa de ar que os peixes têm no abdómen e destinada a facilitar a flutuação, de onde deriva o seu nome latim Vesica (vesícula) Piscis (peixe).
A Vesica Piscis é o símbolo que constitui a base da Geometria Sagrada e de inúmeros outros símbolos, tratando-se assim de um desenho representativo da manifestação do próprio Universo; uma forma que resulta da intersecção de dois círculos perfeitos.

Os princípios da Geometria que se encontra na base desta forma, e das formas que a Vesica Piscis é capaz de produzir, foram registados numa série de teoremas criados pelo matemático grego Euclides, por volta de 300 aC. Um dos primeiros princípios refere-se ao processo de dividir uma linha recta em duas partes iguais. Assim, partindo de uma linha AB, desenha-se dois círculos de igual diâmetro, um círculo em cada ponta da linha, de modo que eles se sobreponham. O desenho de uma linha vertical entre os pontos C e D vai dividir em duas partes a linha AB, em duas partes de comprimentos iguais.

A área resultante da sobreposição dos dois círculos é conhecida como a Vesica, contendo em si, e de forma implícita, outras expressões geométricas constantes. Por exemplo, o ponto ABC forma sempre um ângulo de 60º, o ponto BCA um ângulo de 90º e o ponto CAB um de 30º. Como tal, prolongando as rectas resultantes da união dos pontos AB, e unindo os resultantes na base, ficamos perante um triangulo equilátero.

Desta forma, e com base numa simples construção geométrica, os nossos antepassados eram capazes de produzir, com considerável precisão, as três formas geométricas mais usadas em construção: o círculo, o quadrado e o triângulo equilátero, os últimos dois derivados da forma básica, o círculo.
O conhecimento do potencial prático da Vesica Piscis foi de considerável utilidade para os construtores dos tempos antigos, pois permitia que dispositivos para a medição de ângulos de 30, 60 e 90 graus fossem desenvolvidos no local, evitando ter de os transportar de um lado para o outro. De igual modo, muitas dos projectos para a construção de igrejas e monumentos importantes tiveram a sua origem nos princípios geométricos do Vesica Piscis.


O Simbolismo

A Vesica Piscis tem sido assunto de muitos estudos místicos, através dos diversos períodos da Historia, sendo visto como um símbolo relevante pela Maçonaria e por algumas formas da Kabbalah.

Na arte Cristã, algumas Aurelas apresentam a forma vertical do Vesica Piscis, sendo que esta é muitas vezes utilizada para emoldurar os selos das organizações eclesiásticas, substituindo o tradicional círculo.
      

No seio da tradição do Chalice Well, a Vesica Piscis que ornamenta a cobertura do Poço Sagrado representa a comunhão, a partilha de visão, a compreensão mútua entre dois iguais e a união do Universo Celeste ao Universo Terreno.
Conta a lenda que foi em Glastonbury que José de Arimateia enterrou o Santo Graal, a taça por onde Jesus Cristo bebeu na Última Ceia e que, ao fazê-lo, brotou no local, uma Fonte sagrada. As águas dessa fonte têm cor verme, alusiva ao sangue de Cristo, sendo que são vistas por muitos com essência de vida, uma dádiva da Mãe Terra e um símbolo da Vida Eterna. As suas propriedades curativas são bem conhecidas, o que leva a que muitos se desloquem ao local em peregrinação, para desfrutar desta bênção da Natureza.
E por isso, na tampa do Poço Sagrado, encontra-se representada a Vesica Piscis, cujo raio matemático do áxis é a Raiz de Três, que simboliza a União Trina:

. Três Mundos da Criação: O Submundo, o Além e, onde estes se interceptam, o Mundo de Superfície, onde a vida habita, o mundo material a que chamamos Terra.
. A Santa Trindade: O Pai no Céu, a Virgem Mãe na Terra, e, da união de ambos, o Filho que veio ao Mundo para estabelecer a Aliança Sagrada entre a O Pai do Céu e os Homens da Terra.
. A Trindade da Energia Feminina: A Donzela/Amante, a Mãe que dá vida e a Anciã/Mãe Negra e fonte de Sabedoria.

A Vesica Piscis é, assim, um símbolo sagrado e ancião, usado tanto por Pagãos como por Cristãos, encontrando-se também associado à Geometria Sagrada, à Energia Universal, à União da Dualidade e à Cura.
- Sophia C.*

O Pentagrama Esotérico - Parte II -

O Pentagrama Esotérico
- Parte II -

O Pentagrama Esotérico é um símbolo e instrumento de meditação e trabalho interior.
Contudo, para que possa ser considerado um Pentagrama Esotérico é necessário que a estrela de 5 pontas se encontre devidamente paramentada com os símbolos sagrados.
No Pentagrama Esotérico, também conhecido por Pentalfa Gnóstica ou Estrela Flamígera, encontra-se resumida toda a Ciência da Gnose (conhecimento superior, interno, espiritual ou mesmo iniciático).O Pentagrama por si só expressa o domínio do Espírito sobre os Elementos da Natureza pelo que ao signo do Pentagrama chama-se igualmente Signo do Microcosmo, representando o que os rabinos cabalistas do Livro do Zohar (complemento místico do Torah, os cinco livros de Moisés) denominavam de Microprosopio.
- Espírito sobre a Matéria -

Como foi visto anteriormente, a história do pentagrama remete para a antiguidade pelo que já era usado pelos egípcios, tendo sido posteriormente altamente considerado pelos druidas sob a forma de uma estrela regular de cinco pontas chamada “pé dos druidas”.
- Réplica de Pentagrama Druida -

Para Pitágoras, o Pentagrama era o símbolo do himeneu celeste: a fusão da alma com o Espírito. Ele dava ao número 5 o nome de “número do homem no microcosmo”.
Entre os primeiros cristãos, o pentagrama representava Cristo, outra designação do Alfa e Ómega, do começo e do fim.

Os alquimistas medievais recorriam à estrela de 5 pontas como sinal da Quinta Essência, o quinto elemento, o éter-fogo ou, ainda, o Espírito Santo. É o sinal do Verbum Dimissum (a Palavra Perdida).
- Quinta Essência -

Giordano Bruno (Filósofo, Padre, Cosmologista e Ocultista Italiano do séc.16) considerava o número 5 como o número da Alma por ser de igual e desigual, de par e ímpar.
- Giordano Bruno -

O Pentagrama foi ainda associado ao grau de Mestre Eleito da Maçonaria, no rito Escocês.
Por fim, no Pentagrama Esotérico estão inscritas as proporções exactas do Athanor (fornalha permanentemente incandescente usada na Alquimia que tinha o condão de manter uma temperatura constante), essencial à realização da Grande Obra.
- Athanor -

O símbolo do Pentagrama Esotérico, tal como utilizado pelos estudantes gnósticos nas suas práticas de Magia Cerimonial, é bem conhecido em toda a tradição ocultista, especialmente por causa do famoso livro de Eliphas Levi, “Dogma e Ritual de Alta Magia”.

Contudo sabe-se que não foi o Mestre Levi quem criou, ou "inventou", este símbolo mágico. Durante muitos anos o Pentagrama Esotérico foi conhecido como o "Pentagrama de Goethe", pois este o mencionou em sua obra, “Fausto”.
- Eliphas Levi -

Este símbolo chegou aos dias de hoje graças aos 3 principais discípulos do Abade Trithemo, o verdadeiro criador do Pentagrama Esotérico. Esses discípulos foram: Paracelso, Cornélio Agrippa e o lendário Doutor Fausto de Praga.

Contudo, o Pentagrama Esotérico deve a sua fama mundial à publicação do “Dogma e Ritual de Alta Magia” de Levi.

Posteriormente, Samael Aun Weor chegou a realizar 3 correcções neste símbolo: Ele agregou a estrela de 6 pontas, o hexagrama (pois o hexagrama é um dos símbolos do Deus Parvati, o Regente do Elemento Ar, assim como o Cálice representa a Água, o Cajado a Terra e a Espada o Fogo); alterou a palavra hebraica "Eva" e a substituiu por "Jeová"; e finalmente endireitou o cálice, que originalmente estava inclinado (como podemos notar no livro de E. Levi), colocando-o numa posição que considerou ser mais correcta, de pé. Dizia o Mestre Samael que o Pentagrama ficaria assim completo em suas representações cosmogónicas e elementais.
- Pentagrama de Eliphas Levi -  
- Pentagrama de Samael Aun Weor –

O Pentagrama Gnóstico é a figura humana com quatro membros e uma ponta superior única, que é a cabeça, sendo o Signo da Omnipotência Mágica.
- O Pentagrama e o Homem -

O melhor “eléctrum” é uma estrela flamígera com os sete metais que correspondem aos sete planetas. Estes metais são:


METAL

PLANETA

Prata

Lua

Mercúrio

Mercúrio

Cobre

Vénus

Ouro

Sol

Ferro

Marte

Estanho

Júpiter

Chumbo

Saturno

No Pentagrama Esotérico encontramos símbolos sagrados, astrológicos, astronómicos, cabalísticos e numerológicos de alta transcendência, os quais representam as diversas forças e poderes que o Mago deve manipular para sua protecção, auto-conhecimento e auto-realização.

Palavras Hebraicas do Pentagrama Esotérico

1. Termo Hebraico: Iod-He-Vau-He
Tradução: Um dos nomes sagrados de Deus, que pode ser traduzido por Jeová.
Significado: Significa a Hoste dos Elohim que criaram o Universo por meio da Energia Criadora. É a Inteligência no Macrocosmo. Adam-Kadmon, o Adão Cósmico.

2. Termo Hebraico: Adam
Tradução: Adão
Significado: Neste caso representa o Homem Solar, a família dos Pítris, os nossos antepassados que formaram a Raça Adâmica, os Deuses encarnados na Terra, representando a Inteligência no Microcosmo.

3. Termo Hebraico: Pachad
Tradução: Sexto grau iniciático entre os místicos muçulmanos
Significado: Significa o domínio físico, emocional e mental, que sucede o sétimo e último grau, o de Súfi.

4. Termo Hebraico: Kaphir
Tradução: Um dos nomes assignados a Geburah
Significado: Marte e todos os seus atributos esotéricos tal como é tido na Cabala.

Estas quatro palavras, que também têm uma aplicação como nomes de poder, são para o Pentagrama um ponto medular na Magia Cerimonial.

Em última instância o Pentagrama Esotérico é um veículo de força Crística, representando desta forma o Verbo.


* Sophia C.