Noite da Alma - Booktrailer

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Apresentação do Livro "Noite da Alma" - ESPA


Apresentação do Livro "Noite da Alma" - ESPA


Data: 05/03/2012


Local: ESPA 
 Escola Secundária de Pedro Alexandrino 



 Apresentação do Livro
"Noite da Alma" 



Projecto
"Como Escrever um Livro"


* Um grande obrigada às Professoras Inácia Camacho e Isabel Mendes, bem como a todos os presentes. 



sábado, 18 de agosto de 2012

Apresentação do Livro "Noite da Alma"


Apresentação do Livro "Noite da Alma", na Galeria Praça do Mar, em Quarteira.

Estão todos convidados! Apareçam! ^_^


terça-feira, 8 de maio de 2012

Magia e Religião: De Mãos Dadas



Magia e Religião: De Mãos Dadas

Tempos houve em que a Religião e a Magia se encontravam fundidas, significando uma e a mesma coisa. O Sacerdote ou o Xamã era tanto o Mago que manipulava as forças da natureza, como o curandeiro e o líder espiritual, que orientava a comunidade onde se encontrava integrado.

Actualmente encontra-se estabelecida uma barreira cognitiva entre a visão que se tem da Magia e da Religião, pelo que a primeira tem tendência a ser menosprezada ou criticada, e a segunda a ser aceite com naturalidade, sendo que é considerado normal uma pessoa seguir uma Doutrina ou uma Fé, mas uma ida à bruxa ou a prática de um Ritual Mágico é algo que só se confessa em segredo, timidamente e por entre amigos.
Mas até que ponto é que estes dois aspectos da Crença Humana são assim tão distintos?

Com origens ancestrais, a palavra Magia (que não deve ser confundida com a magia de palco ou o ilusionismo) provém da língua Persa magus ou magi, que significa ‘Sábio’. Da palavra magi derivaram ainda outros termos, os quais aplicamos hoje em dia, como ‘magistério’, ‘magistral’ ou ‘magno’.

Na Antiguidade, a Magia era considerada como a Grande Ciência Sagrada, responsável pelo estudo dos segredos da Natureza e a sua relação com o Homem, através dos quais foram desenvolvidas diversas teorias e práticas que tinham como objectivo o desenvolvimento e a expansão das capacidades internas, espirituais e ocultas do Homem, de modo a que este fosse capaz de conquistar o domínio total sobre si mesmo e sobre a Natureza, que ditava a base dos ritmos vitais.

Por esse motivo, as práticas Mágicas tinham como base a execução de rituais e cerimónias, que procuravam estabelecer o contacto com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade.


Os seus antecedentes são tão arcaicos que se crê que o Homem primitivo já a praticava, através de desenhos nas paredes das cavernas, representando cenas de caça, que anteviam o seu sucesso.

Outra das práticas mágicas mais antigas praticadas prende-se com os rituais fúnebres e o desenvolvimento dos sistemas mitológicos divinos, através da nomeação das forças da Natureza (Apolo, o Sol; Neptuno, os Mares; Artémis, a Lua, etc…)´

A palavra Religião, por seu lado, provém do latim relegio, que significa ‘prestar culto a uma divindade’. Refere-se, assim, a um conjunto de crenças sobre as causas, natureza e finalidade da vida e do universo, considerando a Criação do mundo e de todas as formas de vida como o acto de uma entidade sobrenatural.

A maior parte das Religiões inclui, nos seus Escritos Sagrados, narrativas, tradições ou contos que se destinam a dar sentido à vida, e das quais se podem tirar elações morais e éticas ou leis religiosas. A palavra Religião é, ainda, muitas vezes usada como sinónimo de fé ou crença, embora difira de crença na medida em que a Religião é um sistema público e não apenas pessoal/individual.

A maior parte das Religiões implica uma série de comportamentos organizados, incluindo orações, hierarquias sacerdotais, lugares sagrados, escrituras e rituais, como determinadas celebrações.
Observa-se, assim, que, ao contrário do que a maioria afirma, a ponte entre a Magia e a Religião mantém-se, mesmo na actualidade, pelo que até os Escritos Sagrados de algumas das grandes Religiões do mundo não a negam, e até incluem a presença de Magos.

Por exemplo, segundo o Novo Testamento, o nascimento de Jesus é celebrado por três Magos e, no Velho Testamento, Moisés confronta os Magos do Egipto.

Nos Vedas, no Bhagavad Gita, no Alcorão e em diversos textos sagrados, verificam-se relatos semelhantes.

As actividades ritualistas praticadas pelas Religiões também preservam grande parte dos Rituais Mágicos dos povos antigos. A Hóstia Sagrada da Eucaristia é tomada pelo Espírito Santo, assemelhando-se a incorporação dos médiuns espíritas.

De igual modo, nas antigas festas romanas dadas em honra da deusa Ceres, o Arval, assistente do Grande Sacerdote, vestido de branco imaculado, colocava sobre a Hóstia (a oferenda do sacrifício) um bolo de trigo, água e vinho; provava o vinho e dava-o a provar aos presentes. A Oblação (ou oferenda) era então erguida pelo Grande Sacerdote.

Num paralelismo simbólico, os padres da Igreja moderna repetem muitos destes gestos durante a celebração da Eucaristia. Erguem e oferecem o pão para a consagração, benzem a água que deve ser posta no cálice, misturam o vinho que é partilhado com os restantes Sacerdotes, incensam o altar, etc.

Nos rituais da Antiguidade, o Grande Sacerdote dava três voltas ao altar, levando as oferendas, erguendo, acima da cabeça, o cálice coberto com a extremidade da sua estola feita de lã de cordeiro, branca como a neve.

Na Igreja Católica, a vestimenta consagrada, usada pelo Papa, Pallium, é de lã branca, com cruzes púrpuras ou pretas. E, na Igreja grega, o padre cobre o cálice com a extremidade da estola que traz sobre os ombros.

Os antigos acreditavam no poder dos Homens, e que através da Magia seriam capazes de comandar os deuses. Estes deuses são, na verdade, os poderes ocultos e latentes da Natureza. Actualmente, os crentes não têm a intenção directa de comandar Deus, mas negoceiam com Ele, fazendo pedidos em troca de pagamentos, a que denominam de Promessas: ‘Se o Senhor me conceder isto, juro que farei aquilo. Se não, nada feito.’

No fundo, poderia dizer-se que nos encontramos perante um Ritual de Magia, onde é necessário juntar uma série de ingredientes e orações para que o acto/milagre se realize, com a diferença de que as oferendas e sacrifícios só são feitas após o milagre e não antes, como os antigos faziam, como forma de agradar os deuses e assim cair na sua boa graça.

A grande fractura entre Religião e Magia, deu-se durante a Idade Média, no período da Inquisição, onde os Magos foram perseguidos, julgados e queimados vivos pela Igreja Católica, sob justificação de que a Magia provinha do Demónio e, como tal, tinha origem no Mal. Como se sabe, estas perseguições lançaram o mundo na conhecida Idade das Trevas, uma vez que os Magos eram, na verdade, os Sábios, os detentores do conhecimento e os primeiros pioneiros das várias correntes que vieram a dar origem a algumas áreas da filosofia e ciência contemporânea; conhecimento esse que se manteve perdido até à altura de Renascimento.

O paralelismo entre a Religião e a Magia estende-se em muitos outros campos, desde a oração repetida, que se assemelha às ladainhas mágicas, ao uso de ervas sagradas e às datas das principais celebrações religiosas, como o Natal ou a Páscoa, as quais tiveram origem nos momentos considerados, pelos Povos Antigos, como propícios à prática da Magia, por coincidirem com os ritmos mais marcantes da Natureza e dos Corpos Celestes.


- Sophia C.*